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<channel><title><![CDATA[Sintra-se - Artigos eFam&iacute;lia]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia]]></link><description><![CDATA[Artigos eFam&iacute;lia]]></description><pubDate>Wed, 26 Jun 2024 20:19:07 +0100</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Da proximidade aos amigos. O que importa na escolha da escola]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/da-proximidade-aos-amigos-o-que-importa-na-escolha-da-escola]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/da-proximidade-aos-amigos-o-que-importa-na-escolha-da-escola#comments]]></comments><pubDate>Sun, 18 Jun 2017 11:36:09 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/da-proximidade-aos-amigos-o-que-importa-na-escolha-da-escola</guid><description><![CDATA[Na &uacute;ltima reportagem sobre as escolas de refer&ecirc;ncia em Portugal fomos saber o que privilegiar na hora de escolher a escola para os filhos? Para muitos pais, a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o &eacute; inscrever as crian&ccedil;as no estabelecimento de ensino mais pr&oacute;ximo de casa, mas h&aacute; quem tenha em conta outros fatores. Joana Cascais, que matriculou a filha no pr&eacute;-escolar, guiou-se pelas boas refer&ecirc;ncias que tinha do Centro Social e Paroquial da Vera Cru [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote><strong>Na &uacute;ltima reportagem sobre as escolas de refer&ecirc;ncia em Portugal fomos saber o que privilegiar na hora de escolher a escola para os filhos? Para muitos pais, a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o &eacute; inscrever as crian&ccedil;as no estabelecimento de ensino mais pr&oacute;ximo de casa, mas h&aacute; quem tenha em conta outros fatores. Joana Cascais, que matriculou a filha no pr&eacute;-escolar, guiou-se pelas boas refer&ecirc;ncias que tinha do Centro Social e Paroquial da Vera Cruz, em Aveiro. J&aacute; Ana Tavares, escolheu as escolas de 1.&ordm; ciclo mais pequenas e com ATL na zona de Albufeira. Alzira Cavaca e Sofia Canas optaram por manter os filhos nas mesmas escolas, perto dos amigos dos estudantes e onde tamb&eacute;m podem contar com o suporte familiar.</strong></blockquote>  <h2 class="wsite-content-title"><strong>No pr&eacute;-escolar, o que importa s&atilde;o as pessoas</strong><br /></h2>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/ng8601804_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><strong>Aveiro.</strong> Francisca, de 3 anos, mudou-se h&aacute; duas semanas de uma creche em Esgueira, que frequentava desde os 4 meses, para a do Centro Social Paroquial Vera Cruz (CSPVC), em Aveiro, a fim de assegurar vaga no pr&eacute;-escolar daquela institui&ccedil;&atilde;o. Ainda est&aacute; na fase de adapta&ccedil;&atilde;o. "Hoje chorou, mas j&aacute; tinha passado tr&ecirc;s ou quatro dias sem chorar. N&atilde;o contava fazer a mudan&ccedil;a j&aacute;, mas &eacute; importante para ela sair da sua zona de conforto", diz ao DN a m&atilde;e. Na altura de decidir se a filha continuava ou n&atilde;o em Esgueira, Joana Cascais optou por seguir os conselhos de amigos e de outras pessoas conhecidas. "Tinha muito boas refer&ecirc;ncias da Vera Cruz no que diz respeito &agrave; parte humana. Guio-me mais por isso do que pelas instala&ccedil;&otilde;es."<br /><br />N&atilde;o existiam vagas, mas houve uma desist&ecirc;ncia. Joana agradece. "Fiz uma pesquisa sobre a oferta p&uacute;blica, mas sei que h&aacute; muita dificuldade de entrada e tamb&eacute;m n&atilde;o tinha refer&ecirc;ncias. Da Vera Cruz, que &eacute; uma IPSS, tinha muito boas refer&ecirc;ncias." S&atilde;o as educadoras e auxiliares que v&atilde;o passar grande parte do dia com a Francisca. "V&atilde;o ajudar--me na educa&ccedil;&atilde;o e na forma&ccedil;&atilde;o dela, na transmiss&atilde;o de valores, regras de cidadania, de viv&ecirc;ncia em grupo, na parte da alimenta&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento de toda a parte cognitiva", destaca.<br />O pr&eacute;-escolar do CSPVC funciona num edif&iacute;cio de origem senhorial, no centro da cidade de Aveiro. Joana conhece a creche, mas ainda n&atilde;o visitou a val&ecirc;ncia do pr&eacute;--escolar. "Tenho no&ccedil;&atilde;o de que ter&aacute; condi&ccedil;&otilde;es, mas vou sempre pela parte humana. O que importa &eacute; se s&atilde;o pessoas cuidadas, com vontade de ensinar, com gosto pela profiss&atilde;o." A expectativa, adianta, &eacute; que haja "muita ajuda e uma boa comunica&ccedil;&atilde;o entre os pais e a comunidade educativa".<br /><br />A ideia de que a componente humana &eacute; a mais importante &eacute; partilhada pela psic&oacute;loga Ana Gomes. No pr&eacute;-escolar, a docente da Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa considera que a escola deve ter "boas condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, boas salas, com luz, bom espa&ccedil;o e materiais necess&aacute;rios" e as turmas n&atilde;o devem ter um n&uacute;mero excessivo de crian&ccedil;as. Mas, tal como Joana, a investigadora considera que o mais importante "s&atilde;o as caracter&iacute;sticas humanas da escola, as compet&ecirc;ncias relacionais da educadora e das auxiliares". S&atilde;o estas que "fazem com que a crian&ccedil;a goste e sinta a escola como um espa&ccedil;o positivo, emocionalmente seguro, apelativo, interessante e que fazem que o gostar de "ir &agrave; escola" se comece a desenvolver e a intensificar-se".<br /><br /><strong>Quando a prioridade &eacute; uma escola pequena</strong><br /><br /><strong>Algarve.</strong> Escolher a escola mais pr&oacute;xima de casa pode ser uma prioridade para muitos pais, mas a dist&acirc;ncia nunca foi uma preocupa&ccedil;&atilde;o para Ana Tavares. "A minha prioridade era que fosse uma escola pequena e que tivesse ATL, porque o hor&aacute;rio da escola prim&aacute;ria n&atilde;o costuma ser compat&iacute;vel com o nosso", explicou ao DN a jornalista, de 40 anos, que inscreveu o filho, Afonso, no 1.&ordm; ano do 1.&ordm; ciclo.<br /><br />No momento da matr&iacute;cula, Ana teve de escolher tr&ecirc;s escolas. Se o filho entrar na primeira, Albufeira 1, fica a dois quil&oacute;metros de casa. "Neste momento, est&aacute; numa escola que tem prim&aacute;ria, mas o funcionamento n&atilde;o me agrada muito, da&iacute; a mudan&ccedil;a", justifica. Afonso &eacute; uma crian&ccedil;a "muito esperta e muito curiosa", pelo que a m&atilde;e n&atilde;o via vantagens em "mistur&aacute;-lo com mi&uacute;dos mais velhos", como acontece nas escolas b&aacute;sicas integradas. Procurou uma escola "que se parecesse com a prim&aacute;ria do nosso tempo".<br />Tamb&eacute;m prefere um espa&ccedil;o que n&atilde;o tenha muitas salas e muitos alunos. "N&atilde;o &eacute; pelo edif&iacute;cio em si, mas depois colocam-se os problemas da falta de pessoal e da supervis&atilde;o nos recreios, o que aumenta a probabilidade de as coisas correrem pior." Afonso &eacute; uma crian&ccedil;a que se adapta facilmente. "N&atilde;o vai chorar, nem fazer birra. &Eacute; uma nova fase. Est&aacute; mortinho por ir para a escola dos grandes." Mas, sublinha, a escolha da escola "&eacute; sempre uma decis&atilde;o que preocupa".<br /><br />Segundo a psic&oacute;loga Ana Gomes, "decidir a escola onde o nosso filho inicia o 1.&ordm; ciclo &eacute; fulcral para o seu desenvolvimento como aluno e essa decis&atilde;o vai acompanh&aacute;-lo nos pr&oacute;ximos anos e deixa marcas inquestion&aacute;veis". Afonso faz 6 anos a 30 de julho, mas h&aacute; crian&ccedil;as que s&oacute; festejam o anivers&aacute;rio depois de 15 de setembro. "Colocar o filho no 1.&ordm; ciclo sem que a crian&ccedil;a tenha atingido a maturidade necess&aacute;ria pode ter efeitos muito adversos no seu desenvolvimento escolar", explica a investigadora. Embora alguns pais considerem mais vantajoso a crian&ccedil;a reprovar, esta "pode desenvolver um autoconceito acad&eacute;mico comprometido e que pode acompanh&aacute;-la na sua vida escolar".<br />A docente da Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa sublinha que "as caracter&iacute;sticas mais determinantes numa escola do 1.&ordm; ciclo n&atilde;o s&atilde;o tanto as f&iacute;sicas, mas as humanas, ao fim e ao cabo, da professora. Esta &eacute; a figura basilar do mundo escolar da crian&ccedil;a e tamb&eacute;m ela deve assumir caracter&iacute;sticas adequadas de prontid&atilde;o escolar para ensinar".<br /><br /></div>  <h2 class="wsite-content-title"><strong>Boa experi&ecirc;ncia com os irm&atilde;os motiva escolha</strong><br /></h2>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/ng8601802_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><strong>&Eacute;vora.</strong> &Eacute; como no futebol. "Em equipa que ganha n&atilde;o se mexe." Atendendo &agrave; boa experi&ecirc;ncia que teve com os dois filhos mais velhos na Escola Andr&eacute; de Resende, em &Eacute;vora, Alzira Cavaca decidiu, em conjunto com o filho mais novo, Lu&iacute;s Filipe, mant&ecirc;-lo na mesma institui&ccedil;&atilde;o de ensino. Ingressou na escola no 5.&ordm; ano e vai continuar agora que se prepara para entrar no 7.&ordm;. "O feedback dos irm&atilde;os foi excelente. Al&eacute;m disso, fica mesmo em frente &agrave; nossa casa, pelo que &eacute; muito c&oacute;modo", explica ao DN a m&eacute;dica. Na decis&atilde;o pesou, ainda, um outro fator: "H&aacute; seis ou sete colegas que v&atilde;o mudar de escola, mas a maioria mant&eacute;m-se. Assim, continua com o mesmo grupo de amigos. Ele tamb&eacute;m queria ficar."<br /><br /><span></span>A proximidade &eacute; um fator importante para a fam&iacute;lia: "A log&iacute;stica familiar &eacute; f&aacute;cil. Da janela consigo ver o Lu&iacute;s a ir para a escola, enquanto as outras op&ccedil;&otilde;es que existem para o 3.&ordm; ciclo ficam do outro lado da cidade." Tal como o facto de os dois irm&atilde;os terem frequentado a mesma escola. "O que por um lado &eacute; excelente, mas por outro &eacute; p&eacute;ssimo", graceja a m&atilde;e. &Eacute; que a irm&atilde; mais velha sempre foi mais trabalhadora do que os dois irm&atilde;os, o que faz que os professores que apanham os mais novos fa&ccedil;am compara&ccedil;&otilde;es e at&eacute; que exijam mais deles. Como vive e trabalha perto da Escola Andr&eacute; de Resende, a m&eacute;dica tamb&eacute;m conhece o ambiente, o que a tranquiliza.<br /><span></span>Alzira Cavacas acredita que a passagem para o 3.&ordm; ciclo "n&atilde;o ser&aacute; uma mudan&ccedil;a violenta", at&eacute; porque o Lu&iacute;s est&aacute; "familiarizado com o espa&ccedil;o, com os docentes e auxiliares". "Conhece toda a gente", sublinha, confiante que o filho "vai dar conta do recado". Embora a adapta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja um problema, a m&eacute;dica diz que o que a preocupa "&eacute; a exig&ecirc;ncia do 3.&ordm; ciclo".<br /><br /><span></span>Questionada sobre o que &eacute; que uma escola de 3.&ordm; ciclo deve oferecer, Maria do C&eacute;u Taveira, docente da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, destaca "um plano de promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento vocacional dos seus alunos", ou seja, "uma estrat&eacute;gia integrada no projeto educativo que permita aos alunos conhecerem-se melhor como trabalhadores e constru&iacute;rem de modo muito progressivo a sua carreira e vida". Para a especialista em psicologia da educa&ccedil;&atilde;o, a escola deve procurar permitir ao estudante, de um modo sistem&aacute;tico, "explorar oportunidades de estudo ou trabalho diferentes, imaginar-se em diferentes futuros poss&iacute;veis, ganhar confian&ccedil;a em si e preparar-se para lidar com as pr&oacute;ximas fases da sua vida".<br /><br /><span></span></div>  <h2 class="wsite-content-title"><strong>Fazer o secund&aacute;rio com os amigos por perto</strong><br /></h2>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/ng8601800_2_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><strong>Oeiras</strong>. Desde o 4.&ordm; ano que Guilherme Canas &eacute; aluno do quadro de honra. "No ano passado, teve cinco a tudo", conta a m&atilde;e, Sofia Canas. &Eacute; um adolescente que nunca deu preocupa&ccedil;&otilde;es aos pais ao n&iacute;vel dos estudos. "A partir do 10.&ordm; ano estar&aacute; a trabalhar para o futuro dele. Tento incutir nele que &eacute; para continuar no mesmo registo", afirma. Guilherme frequenta o 9.&ordm; ano na Escola Secund&aacute;ria Lu&iacute;s de Freitas Branco, no Agrupamento de Pa&ccedil;o de Arcos, e &eacute; a&iacute; que vai continuar no pr&oacute;ximo ano letivo. "O grupo de amigos fica na mesma escola, onde existe a &aacute;rea que eles querem seguir [economia]. Al&eacute;m disso, tem-se dado bem e gosta. N&atilde;o se ponderou sequer uma mudan&ccedil;a."<br /><span></span>Destacando que existem "muito boas escolas no concelho", Sofia Canas, diretora de um hotel, considera que &eacute; essencial um estabelecimento de ensino secund&aacute;rio oferecer boas "infraestruturas, equipa de docentes e seguran&ccedil;a". Para esta m&atilde;e, tamb&eacute;m &eacute; importante manter o filho perto dos amigos. Um aspeto que, segundo Maria do C&eacute;u Taveira, especialista em psicologia da educa&ccedil;&atilde;o, deve ser ponderado pelos pais. "Sobretudo nos casos em que um amigo/a ou a presen&ccedil;a de amigos &eacute; encarada como uma esp&eacute;cie de &acirc;ncora, que ajuda a antecipar menos dificuldades de inser&ccedil;&atilde;o num novo ambiente escolar e tudo o que este pode trazer de novo, desconhecido e eventualmente mais dif&iacute;cil de lidar", explica a docente da Universidade do Minho.<br /><span></span>Guilherme deseja vir a trabalhar na gest&atilde;o de carreiras desportivas, mas quer ter um plano alternativo. Contudo, no 10.&ordm; ano, muitos jovens ainda n&atilde;o t&ecirc;m um projeto definido. Por isso, Maria do C&eacute;u Taveira sublinha a a import&acirc;ncia de a escola oferecer "um plano de promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento vocacional dos seus alunos", que permita "conhecerem-se melhor como trabalhadores e constru&iacute;rem de modo muito progressivo a sua carreira e vida".<br /><span></span>Com o suporte familiar dos av&oacute;s, que vivem perto da escola, Guilherme movimenta-se facilmente a p&eacute;, o que tamb&eacute;m &eacute; importante para os pais. Sofia Canas diz que o facto de o filho ter come&ccedil;ado a frequentar as salas de estudo da Explicol&acirc;ndia h&aacute; cinco anos permitia ocupar o tempo em que n&atilde;o havia aulas, pelo que n&atilde;o se colocava o problema dos per&iacute;odos mortos. "Aprendeu l&aacute; a estudar, gere muito bem o tempo. &Eacute; muito respons&aacute;vel, tem muito m&eacute;todo de trabalho."<br /><font color="#248d6c"><br /><strong>Joana Capucho&nbsp; -&nbsp; DN</strong><br />&laquo;http://www.dn.pt/sociedade/interior/da-proximidade-aos-amigos-o-que-importa-na-escolha-da-escola-8568493.html&raquo;</font><br /><br /><span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Há alunos rotulados de "normais"]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/ha-alunos-rotulados-de-normais]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/ha-alunos-rotulados-de-normais#comments]]></comments><pubDate>Sun, 11 Jun 2017 07:21:05 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/ha-alunos-rotulados-de-normais</guid><description><![CDATA[A escola tem de partir de onde os alunos est&atilde;o e n&atilde;o de onde ela considera que os alunos deveriam estar.         Um dos compromissos mais radicais que se pode assumir em Educa&ccedil;&atilde;o &eacute; o de &ldquo;educar todos&rdquo;. A escola tal como a conhecemos organizou-se teoricamente neste princ&iacute;pio, mas, na realidade, sempre falhou na sua pr&aacute;tica. A escola p&uacute;blica demorou muitos anos at&eacute; achegar a todas as crian&ccedil;as, isto &eacute;, a permit [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>A escola tem de partir de onde os alunos est&atilde;o e n&atilde;o de onde ela considera que os alunos deveriam estar.<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/20131205145538701825a_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">Um dos compromissos mais radicais que se pode assumir em Educa&ccedil;&atilde;o &eacute; o de &ldquo;educar todos&rdquo;. A escola tal como a conhecemos organizou-se teoricamente neste princ&iacute;pio, mas, na realidade, sempre falhou na sua pr&aacute;tica. A escola p&uacute;blica demorou muitos anos at&eacute; achegar a todas as crian&ccedil;as, isto &eacute;, a permitir a todos os alunos o acesso, a entrada. Lembro que n&atilde;o h&aacute; muitos anos atr&aacute;s ainda se combatia em Portugal pelo acesso de todos os alunos &agrave; escola, sobretudo aos escal&otilde;es mais altos da escolaridade obrigat&oacute;ria. Garantido o sucesso, levantou-se outra quest&atilde;o que se poderia resumir assim: todos os alunos podem entrar, mas quantos podem sair com sucesso?<br /><br />A procura da resposta a esta quest&atilde;o iluminou v&aacute;rios obst&aacute;culos a este sucesso: muitos alunos n&atilde;o se mostravam capazes de progredir ao ritmo que o sistema lhes exigia e por este motivo reprovavam (ou, usando a met&aacute;fora cineg&eacute;tica, &ldquo;chumbavam&rdquo;); muitos alunos, desencorajados ou empurrados, sa&iacute;am da escola sem concluir a escolaridade que se considerava essencial e b&aacute;sica. Em Portugal estamos ainda a lutar esta batalha do sucesso: detemos tristes recordes de reprova&ccedil;&otilde;es e de reprova&ccedil;&otilde;es precoces e a nossa taxa de abandono escolar coloca-nos em posi&ccedil;&otilde;es desprestigiantes nos <em>rankings</em> internacionais. A que se deve esta situa&ccedil;&atilde;o?<br /><br />Um dos axiomas que se aprende quando nos come&ccedil;amos a interessar pela an&aacute;lise dos sistemas educativos &eacute; que as causas e as consequ&ecirc;ncias dos fen&oacute;menos que pretendemos estudar s&atilde;o sempre m&uacute;ltiplas e interrelacionadas. Algumas pessoas mais desprevenidas sonham com o fator &ldquo;x&rdquo; que inexoravelmente produzir&aacute; o efeito &ldquo;y&rdquo;. Frequentemente se designa este sonho imposs&iacute;vel por &ldquo;engenharia social&rdquo;, dado que se pensa que sistemas humanos complexos se poderiam influenciar e resolver atrav&eacute;s de medidas simples e singulares. Feliz ou infelizmente n&atilde;o &eacute; assim: fen&oacute;menos socialmente complexos como os que t&ecirc;m por palco a Educa&ccedil;&atilde;o s&oacute; se resolvem atrav&eacute;s de atua&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rias &aacute;reas e muitas vezes estendidas no tempo.<br /><br />Feita esta ressalva, retomamos a quest&atilde;o: a que se devem estes pobres resultados no combate ao sucesso e ao abandono escolar? Certamente a m&uacute;ltiplas raz&otilde;es. Por exemplo, recentemente, o Projeto Aqueduto desenvolvido em parceria entre o Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o e a Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos estabeleceu uma rela&ccedil;&atilde;o entre o sucesso escolar e a escolaridade dos pais &mdash; sobretudo da m&atilde;e &mdash; das crian&ccedil;as. A estes fatores se podem juntar a desigualdade social, as assimetrias no nosso territ&oacute;rio, os valores que as fam&iacute;lias d&atilde;o &agrave; escolariza&ccedil;&atilde;o, o apoio dado aos alunos, a forma como se encara na escola o curr&iacute;culo, enfim, uma grande multiplicidade de fatores que, como se disse, interagem e se influenciam mutuamente.<br /><br />De todos estes fatores presentes, um deles parece ter uma import&acirc;ncia central em todo este processo: a escola, talvez pela primeira vez na sua curta hist&oacute;ria de menos de dois s&eacute;culos, arrisca-se a ver os seus fundamentos de valores e organiza&ccedil;&atilde;o serem postos em causa. A escola tal como a conhecemos hoje v&ecirc; o aluno como um ser inacabado e imperfeito que vai ser corrigido pelo efeito da Educa&ccedil;&atilde;o, organiza-se como se os alunos aprendessem todos e tudo ao mesmo tempo, agrupa os alunos com base em crit&eacute;rios de homogeneidade, assume que a Educa&ccedil;&atilde;o &eacute;, sobretudo, um processo de transmiss&atilde;o. Ora os alunos que chegam &agrave; escola hoje encontram-se numa situa&ccedil;&atilde;o estruturalmente diferente dos que chegavam h&aacute; escola h&aacute; 15 anos atr&aacute;s. Esta diferen&ccedil;a deve muito &agrave; populariza&ccedil;&atilde;o das tecnologias digitais que permitem o acesso a fontes de informa&ccedil;&atilde;o e meios de comunica&ccedil;&atilde;o at&eacute; agora imposs&iacute;veis. Os alunos de hoje n&atilde;o encontram na escola a centralidade de motiva&ccedil;&atilde;o e de fonte de conhecimento que encontravam antes. E, perante esta situa&ccedil;&atilde;o, que pode a escola fazer?<br /><br />Antes de mais, a escola tem de partir de onde os alunos est&atilde;o e n&atilde;o de onde ela considera que os alunos deveriam estar. N&atilde;o h&aacute; muito tempo, ao trabalhar com um grupo de professores, eles mostraram-se desanimados por os alunos n&atilde;o estarem onde deveriam estar: atentos, participativos e interessados como deveriam estar nas aulas e nos manuais. A escola, se achar que os alunos est&atilde;o desadequados, n&atilde;o ser&aacute; capaz de os ensinar. H&aacute; muitos anos, um documento da UNESCO afirmava que &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o as escolas que t&ecirc;m direito a certos tipos de alunos, os alunos &eacute; que t&ecirc;m direito &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br /><br />Em segundo lugar, a escola tem de acabar com a ideia de ensinar grupos homog&eacute;neos. Esta homogeneidade &eacute; respons&aacute;vel por muita segrega&ccedil;&atilde;o &mdash; aberta ou encapotada &mdash; que ainda persiste nas nossas escolas. Se os alunos devem ser &ldquo;normais&rdquo; e &ldquo;homog&eacute;neos&rdquo;, aos que n&atilde;o o s&atilde;o resta-lhes o r&oacute;tulo de &ldquo;especiais&rdquo; e &ldquo;diferentes&rdquo;. O absurdo da ideia de grupos homog&eacute;neos &mdash; agora at&eacute; se fala de &ldquo;homogeneidade relativa&rdquo;! &mdash; fortalece o valor que informa a m&aacute; pedagogia: n&atilde;o ver as singularidades dos alunos e valorizar aquilo em que eles s&atilde;o menos interessantes e mais previs&iacute;veis.<br /><br />Ironicamente, dizia-me um professor: &ldquo;Na minha turma tenho de tudo: at&eacute; alunos &mdash; coitados &mdash; que s&atilde;o rotulados de normais.&rdquo; As escolas, e sobretudo os professores, precisam de quem caminhe ao seu lado para os ajudar a quebrar no pensamento e na pr&aacute;tica estes mitos dos alunos n&atilde;o serem o que deles esper&aacute;vamos, nomeadamente n&atilde;o serem &ldquo;homog&eacute;neos&rdquo;. Estamos em tempo de olhar corajosamente para estas mudan&ccedil;as.<br /><br /><font color="#248d6c">DAVID RODRIGUES&nbsp; -&nbsp; <strong>P&Uacute;BLICO</strong><br />&laquo;https://www.publico.pt/2017/06/09/sociedade/noticia/ha-alunos-rotulados-de-normais-1773944&raquo;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[VERDADE - dicionário de valores]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/verdade-dicionario-de-valores]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/verdade-dicionario-de-valores#comments]]></comments><pubDate>Fri, 10 Mar 2017 13:08:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/verdade-dicionario-de-valores</guid><description><![CDATA[Ainda que disso n&atilde;o tome consci&ecirc;ncia, a crian&ccedil;a age filosoficamente, buscando verdades.         Conta-se que um fil&oacute;sofo conversava com o diabo quando passou um s&aacute;bio com um saco cheio de verdades, do qual uma caiu. Algu&eacute;m a apanhou e saiu correndo, gritando: Encontrei a verdade! Perante esse quadro, o fil&oacute;sofo disse para o Diabo: Aquele homem encontrou a verdade e, agora, todos v&atilde;o saber que voc&ecirc; &eacute; uma ilus&atilde;o da mente. M [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>Ainda que disso n&atilde;o tome consci&ecirc;ncia, a crian&ccedil;a age filosoficamente, buscando verdades.<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/published/em-cheio_1.jpg?1489151826" alt="Imagem" style="width:653;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">Conta-se que um fil&oacute;sofo conversava com o diabo quando passou um s&aacute;bio com um saco cheio de verdades, do qual uma caiu. Algu&eacute;m a apanhou e saiu correndo, gritando: Encontrei a verdade! Perante esse quadro, o fil&oacute;sofo disse para o Diabo: Aquele homem encontrou a verdade e, agora, todos v&atilde;o saber que voc&ecirc; &eacute; uma ilus&atilde;o da mente. Mas o Diabo respondeu: Est&aacute; enganado. Ele encontrou um peda&ccedil;o da verdade. Com ela, vai fundar mais uma religi&atilde;o. E eu vou ficar mais forte! Quem sofrer de alguma forma de ang&uacute;stia existencial encontrar&aacute; respostas em Kalil Gibran, ou em Antoine Saint Exup&eacute;ry. Aqueles que estiverem em situa&ccedil;&atilde;o de d&uacute;vida religiosa poder&atilde;o recorrer &agrave; B&iacute;blia, ao Cor&atilde;o ou a outro qualquer livro sagrado. Essa experi&ecirc;ncia pode constituir-se numa bela harmonia.<br /><br />Certamente, haver&aacute; muitas verdades para a verdade em que acreditamos. Se eu vejo de um modo e o outro v&ecirc; de outro modo, que se tente ver os dois modos, ver juntos, como Mahatma Gandhi fazia: &ldquo;A minha preocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; em ser coerente com as minhas afirma&ccedil;&otilde;es anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade&rdquo;. N&atilde;o nos esque&ccedil;amos que foi a imposi&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;verdade&rdquo; &uacute;nica que levou Espinosa ao ex&iacute;lio e Galileu &agrave; retrata&ccedil;&atilde;o. Jos&eacute; Prat ironiza: &ldquo;Sempre que algu&eacute;m afirma que dois e dois s&atilde;o quatro, e um ignorante lhe responde que dois e dois s&atilde;o seis, surge um terceiro que, em prol da modera&ccedil;&atilde;o e do di&aacute;logo, acaba por concluir que dois e dois s&atilde;o cinco".<br /><br />Apesar das distor&ccedil;&otilde;es da informa&ccedil;&atilde;o cometidas pelos media, a verdade continua sendo verdade. Quando a mentira, tal como a Medusa, contempla o escudo de Teseu e so&ccedil;obra, &eacute; porque reconhece a sua verdadeira face.<br /><br />Num e-mail recebido de uma professora estava escrito:<br />&mdash; Eu estava numa palestra sua e lhe fiz uma pergunta. Apresentei-me como pedagoga e disse que tinha duas d&uacute;vidas. O senhor me respondeu algo assim: Como pode ser pedagoga e ter apenas duas d&uacute;vidas? Acredito que todo o ser humano &eacute; uma d&uacute;vida, uma &ldquo;metamorfose ambulante&rdquo;. A d&uacute;vida e a humildade s&atilde;o companheiras diletas da verdade, uma mistura sublime. Aceitemos, serenamente, os mist&eacute;rios por desvendar, sem necessidade de explica&ccedil;&otilde;es para o inexplic&aacute;vel.<br /><br /><strong>Venho repetindo que o princ&iacute;pio da veracidade dever&aacute; nortear todos os projetos educativos. Mas, na boca das crian&ccedil;as, a verdade chega a ser crueldade...<br /></strong>&mdash; Ah tia, desculpe! &ndash; disse a aluna.<br />&mdash; Porqu&ecirc;, minha filha? &ndash; quis saber a professora.<br />&mdash; &Eacute; que chamei a senhora de idiota &ndash; esclareceu a crian&ccedil;a.<br />&mdash; Eu n&atilde;o escutei nada &ndash; disse a professora, sorrindo.<br />&mdash; Foi s&oacute; em pensamento... &ndash; esclareceu a crian&ccedil;a.<br /><br /><strong>Ainda que disso n&atilde;o tome consci&ecirc;ncia, a crian&ccedil;a age filosoficamente, buscando verdades</strong>. Verdades como a que reconstitui a hist&oacute;ria da filosofia dos adultos: Thales afirmava ser a &aacute;gua o elemento fundamental da mat&eacute;ria. Anax&iacute;menes acreditou que fosse o ar. Para Xen&oacute;fanes, o elemento fundamental era a terra. Heraclito afirmou que era o fogo. E chegou Emp&eacute;docles, para explicar que o mundo &eacute; a combina&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, ar, terra e fogo. As crian&ccedil;as e os loucos falam verdades que a sua &eacute;poca permite vislumbrar. Talvez por isso, os loucos sejam internados em hosp&iacute;cios e as crian&ccedil;as em escolas. Permitam-me, pois, que vos narre mais um epis&oacute;dio, confirma&ccedil;&atilde;o da infantil pr&aacute;tica da verdade.<br /><br />Uma professora tentava convencer os alunos a comprarem uma c&oacute;pia da foto do grupo:<br />&mdash; Imaginai que bonito ser&aacute; quando voc&ecirc;s forem grandes e todos dizerem &ldquo;Ali est&aacute; a Catarina, &eacute; advogada, este &eacute; o Miguel e, agora, &eacute; m&eacute;dico&rdquo;.<br />Uma vozinha, vinda do fundo da sala, fez-se ouvir:<br />&mdash; <strong>E ali est&aacute; a professora... Que j&aacute; morreu</strong>.<br /><font color="#248d6c"><br />Jos&eacute; Pacheco - EDUCARE<br />&laquo;http://www.educare.pt/testemunhos/artigo/ver/?id=119927&amp;langid=1&raquo;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[“Portugal tem de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro e não para o nosso passado”]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/portugal-tem-de-ter-cuidado-para-educar-as-criancas-para-o-seu-proprio-futuro-e-nao-para-o-nosso-passado]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/portugal-tem-de-ter-cuidado-para-educar-as-criancas-para-o-seu-proprio-futuro-e-nao-para-o-nosso-passado#comments]]></comments><pubDate>Tue, 14 Feb 2017 12:38:41 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/portugal-tem-de-ter-cuidado-para-educar-as-criancas-para-o-seu-proprio-futuro-e-nao-para-o-nosso-passado</guid><description><![CDATA[Menos curr&iacute;culo, mais aluno. Menos isolamento, mais partilha. O diretor do Departamento da Educa&ccedil;&atilde;o da OCDE, Andreas Schleicher, diz que &eacute; preciso reorganizar a aprendizagem, com "ousadia".         &ldquo;Impressionante&rdquo;. &Eacute; assim que tem sido, no entender de Andreas Schleicher, o progresso dos alunos portugueses ao longo dos &uacute;ltimos anos. Mas o diretor do departamento de Educa&ccedil;&atilde;o da OCDE deixa um aviso: &ldquo;Portugal tem obviamente  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>Menos curr&iacute;culo, mais aluno. Menos isolamento, mais partilha. O diretor do Departamento da Educa&ccedil;&atilde;o da OCDE, Andreas Schleicher, diz que &eacute; preciso reorganizar a aprendizagem, com "ousadia".</blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/published/cr.jpg?1487091618" alt="Imagem" style="width:679;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&ldquo;Impressionante&rdquo;. &Eacute; assim que tem sido, no entender de Andreas Schleicher, o progresso dos alunos portugueses ao longo dos &uacute;ltimos anos. Mas o diretor do departamento de Educa&ccedil;&atilde;o da OCDE deixa um aviso: &ldquo;<strong>Portugal tem obviamente assistido a um enorme progresso, mas precisa de ter cuidado para educar as crian&ccedil;as para o seu pr&oacute;prio futuro e n&atilde;o para o nosso passado. &ldquo;</strong><br /><span></span>O caminho ainda &eacute; longo e Portugal pode inspirar-se nos pa&iacute;ses que est&atilde;o no topo do desempenho escolar, afirma o tamb&eacute;m respons&aacute;vel m&aacute;ximo pelos testes do Programme for International Student Assessment (PISA), sublinhando que estes pa&iacute;ses t&ecirc;m v&aacute;rias pr&aacute;ticas e pol&iacute;ticas em comum: valorizam os professores, promovem a inova&ccedil;&atilde;o dentro da sala de aula e procuram garantir que todos os estudantes t&ecirc;m acesso ao ensino de excel&ecirc;ncia.<br /><span></span>Andreas Schleicher n&atilde;o tem d&uacute;vidas que o ensino ter&aacute; de mudar. Ou melhor: a forma como se ensina. O futuro ter&aacute; de ser, obrigatoriamente, &ldquo;centrado no aluno&rdquo;, mais &ldquo;integrado&rdquo;, mais &ldquo;colaborativo&rdquo; e &ldquo;participativo&rdquo; e assente nas experi&ecirc;ncias de cada aluno, trabalhando n&atilde;o s&oacute; as compet&ecirc;ncias cognitivas, mas as emocionais e sociais.<br /><span></span>Em entrevista por escrito ao Observador, Andreas Schleicher, que esteve em Lisboa, esta sexta-feira, a participar numa confer&ecirc;ncia sobre os resultados do PISA, organizada pela Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos, insiste na import&acirc;ncia de fortalecer a profiss&atilde;o docente, dando-lhes margem de progress&atilde;o e mais tempo para trabalharem com os alunos e lembra que o chumbo n&atilde;o resolve problemas, pelo contr&aacute;rio.<br /><span></span><strong>Pela primeira vez em 15 anos, os alunos portugueses <a href="http://observador.pt/2016/12/06/pisa-alunos-portugueses-acima-da-media-da-ocde-pela-primeira-vez-em-15-anos/" target="_blank">ficaram</a> acima da m&eacute;dia da OCDE em leitura, matem&aacute;tica e ci&ecirc;ncias, no PISA. O que acha que contribuiu para esta subida?</strong><br />Portugal tem feito progressos impressionantes na &uacute;ltima d&eacute;cada no que diz respeito &agrave; profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos professores e na constru&ccedil;&atilde;o de uma rede de escolas mais coerente e colaborativa. Isso implicou alguns passos dif&iacute;ceis como a fecho de escolas nas zonas rurais, que estavam altamente dispersas. Por mais dif&iacute;cil que possa ter sido para pais e professores, parece ter sido ben&eacute;fico para a aprendizagem dos alunos.<br /><span></span><strong>Apesar disso, h&aacute; um longo caminho a percorrer. Onde deve Portugal investir?</strong><br />Sim, ainda h&aacute;. E passar do bom para o &oacute;timo vai exigir pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas muito diferentes daquelas que s&atilde;o necess&aacute;rias para passar do mau para o razo&aacute;vel. Vale a pena olhar para os sistemas de educa&ccedil;&atilde;o com elevado desempenho. Todos eles d&atilde;o muita aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sele&ccedil;&atilde;o e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos seus professores. E quando est&atilde;o a decidir onde v&atilde;o investir, d&atilde;o prioridade &agrave; qualidade dos professores. E permitem aos professores progredir na carreira. Al&eacute;m disso, os pa&iacute;ses com um alto desempenho trocaram o controlo burocr&aacute;tico e contabil&iacute;stico pela profissionaliza&ccedil;&atilde;o das formas de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho. Eles encorajam os seus professores a inovarem na forma como ensinam, para melhorar o seu pr&oacute;prio desempenho e o dos colegas. Tamb&eacute;m procuram garantir que o ensino de alta qualidade chega a todo o sistema para que todos os alunos beneficiem de um excelente ensino. Atingir uma maior equidade na educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas um imperativo de justi&ccedil;a social, parece ser tamb&eacute;m uma maneira de utilizar os recursos de forma mais eficaz e promover a coes&atilde;o social.<br /><br /><span></span> </div>  <blockquote>"Vale a pena olhar para os sistemas de educa&ccedil;&atilde;o com elevado desempenho. Todos eles d&atilde;o muita aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sele&ccedil;&atilde;o e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos seus&nbsp;professores."<br /></blockquote>  <div class="paragraph"><strong>A Su&eacute;cia e a Finl&acirc;ndia t&ecirc;m sido apresentados como casos de sucesso e exemplos a seguir aqui em Portugal. Mas os resultados destes pa&iacute;ses no PISA t&ecirc;m ca&iacute;do. Porqu&ecirc;?</strong><br />Felizmente a Su&eacute;cia est&aacute; a assistir novamente &agrave;s primeiras melhorias e a Finl&acirc;ndia ainda faz parte do grupo de pa&iacute;ses com melhor desempenho no PISA. Mas h&aacute; grandes li&ccedil;&otilde;es a retirar do caso sueco. A prolifera&ccedil;&atilde;o desregulada de escolas privadas tem permitido uma grande variabilidade na qualidade do ensino.<br /><strong>E o que faz com que pa&iacute;ses como Singapura e Jap&atilde;o pontuem sempre t&atilde;o bem?</strong><br />Os respons&aacute;veis m&aacute;ximos pelos sistemas educativos nos pa&iacute;ses do Leste Asi&aacute;tico convenceram os seus cidad&atilde;os a fazerem escolhas que valorizam a educa&ccedil;&atilde;o. Em Singapura, por exemplo, os pais investem os &uacute;ltimos recursos na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos para que eles tenham um futuro promissor. Em grande parte do mundo ocidental, os cidad&atilde;os j&aacute; hipotecaram o futuro dos seus filhos, como se pode ver pelas enormes montanhas de d&iacute;vida p&uacute;blica. Depois, h&aacute; a cren&ccedil;a, disseminada um pouco por todo o Leste Asi&aacute;tico de que todas as crian&ccedil;as podem ter sucesso. O facto dos alunos na maioria dos pa&iacute;ses do Leste Asi&aacute;tico acreditarem que a realiza&ccedil;&atilde;o e o sucesso &eacute; sobretudo um produto de muito trabalho e n&atilde;o da intelig&ecirc;ncia herdada, como as crian&ccedil;as portuguesas normalmente dizem, sugere que a educa&ccedil;&atilde;o e seu contexto social podem fazer a diferen&ccedil;a, incutindo valores que promovem o sucesso na educa&ccedil;&atilde;o.<br />Mas, para al&eacute;m disto, muito de tudo isto se deve a pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas que s&atilde;o adotadas nesses pa&iacute;ses. Deixe-me dar-lhe um exemplo. Depois dos resultados do PISA em 2012 terem sido tornados p&uacute;blicos, fiquei interessado em Shanghai. E quando visitei Shanghai em 2013 vi professores a usarem uma plataforma digital para partilharem planos de aula. O que s&oacute; por si n&atilde;o era nada de muito raro. O que os tornava diferentes era que quanto mais os outros professores fizessem <em>download</em> das li&ccedil;&otilde;es, as criticassem ou melhorassem, maior era a reputa&ccedil;&atilde;o do professor que a tinha partilhado. No final do ano, o diretor n&atilde;o iria apenas perguntar qu&atilde;o bem o professor tinha ensinado os seus ou a suas alunas, mas tamb&eacute;m qual o contributo dele para melhorar todo o sistema educativo. A abordagem de Shanghai n&atilde;o &eacute; s&oacute; um &oacute;timo exemplo para identificar e partilhar boas pr&aacute;ticas entre professores, como tamb&eacute;m &eacute; poderosa do ponto de vista do crescimento e desenvolvimento profissional. Desta forma, Shanghai criou uma comunidade de professores e criou espa&ccedil;o para a criatividade e a iniciativa dos professores.<br /></div>  <blockquote>"Em Singapura os pais investem os &uacute;ltimos recursos na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos para que eles tenham um futuro promissor. Em grande parte do mundo ocidental, os cidad&atilde;os j&aacute; hipotecaram o futuro dos seus filhos, como se pode ver pelas enormes montanhas de d&iacute;vida&nbsp;p&uacute;blica."<br /></blockquote>  <div class="paragraph"><strong>e pensa sobre o curr&iacute;culo em Portugal?</strong><br />Portugal tem obviamente assistido a um enorme progresso, mas precisa de ter cuidado para educar as crian&ccedil;as para o seu pr&oacute;prio futuro e n&atilde;o para o nosso passado. A reprodu&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias, onde os estudantes portugueses s&atilde;o bastante bons, est&aacute;-se a tornar menos importante. O tipo de coisas que s&atilde;o f&aacute;ceis de ensinar s&atilde;o igualmente f&aacute;ceis de digitalizar e automatizar.<br />Limitar a educa&ccedil;&atilde;o &agrave; transmiss&atilde;o de conhecimento acad&eacute;mico &eacute; correr o risco de estupidificar os alunos, reduzindo-os &agrave; competi&ccedil;&atilde;o com os computadores, ao inv&eacute;s de focar em caracter&iacute;sticas humanas fundamentais que permitem que a educa&ccedil;&atilde;o fique &agrave; frente dos progressos tecnol&oacute;gicos e sociais. Pensar sobre a verdade, dom&iacute;nio do conhecimento humano e da aprendizagem; sobre o belo, dom&iacute;nio da criatividade, da est&eacute;tica e do design; sobre o bem, dom&iacute;nio da &eacute;tica; o justo, dom&iacute;nio da vida pol&iacute;tica e c&iacute;vica; o sustent&aacute;vel, dom&iacute;nio da sa&uacute;de da natureza e f&iacute;sica. S&atilde;o apenas alguns exemplos.<br />As compet&ecirc;ncias sociais e emocionais que nos ajudam a viver e trabalhar juntos s&atilde;o cada vez mais importantes para o sucesso no trabalho e na vida. Essas s&atilde;o as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para definir metas, trabalhar em equipa e gerir emo&ccedil;&otilde;es. Desempenham um papel essencial em todas as fases da vida. Juntamente com as capacidades cognitivas e de aprendizagem, &eacute; importante que os alunos desenvolvam fortes compet&ecirc;ncias sociais e emocionais, que os v&atilde;o ajudar a equilibrar e definir a sua personalidade. Isto pode incluir tra&ccedil;os de car&aacute;ter como perseveran&ccedil;a, empatia, resili&ecirc;ncia, &ldquo;mindfulness&rdquo;, &eacute;tica, coragem ou lideran&ccedil;a.<br /></div>  <blockquote>"Limitar a educa&ccedil;&atilde;o &agrave; transmiss&atilde;o de conhecimento acad&eacute;mico &eacute; correr o risco de estupidificar os alunos, reduzindo-os &agrave; competi&ccedil;&atilde;o com os&nbsp;computadores."<br /></blockquote>  <div class="paragraph"><strong>Cada vez mais professores em todo o mundo, e tamb&eacute;m em Portugal, t&ecirc;m vindo a defender um modelo de ensino menos expositivo e mais voltado para as individualidades de cada aluno. Aulas mais pr&aacute;ticas, com mais pesquisa, debate e envolv&ecirc;ncia dos alunos que podem, inclusive, definir as suas metas de aprendizagem. Como olha para estas experi&ecirc;ncias que v&atilde;o emergindo?</strong><br />N&oacute;s precisamos de pensar n&atilde;o apenas no curr&iacute;culo, mas, mais ousadamente, na organiza&ccedil;&atilde;o da aprendizagem. O passado foi sobre a sabedoria recebida, o futuro &eacute; sobre a sabedoria gerada pelo utilizador. O passado estava dividido &mdash; com professores e conte&uacute;dos divididos por disciplinas e alunos separados por expectativas de perspetivas futuras. O passado podia tamb&eacute;m ser mais isolado &mdash; com as escolas concebidas para manter os alunos dentro e o resto do mundo l&aacute; fora, com uma falta de envolvimento com as fam&iacute;lias e uma relut&acirc;ncia das escolas em se associarem umas &agrave;s outras, em serem parceiras. O futuro precisa de ser integrado &mdash; com &ecirc;nfase na integra&ccedil;&atilde;o das disciplinas e dos estudantes &ndash;, precisa de ser conectado &mdash; para que a aprendizagem esteja ligada a contextos do mundo real e a quest&otilde;es contempor&acirc;neas e aberta aos recursos existentes na comunidade.<br /><span></span>O ensino no passado estava baseado em mat&eacute;rias. O ensino no futuro ter&aacute; de assentar nas experi&ecirc;ncias de aprendizagem que ajudam os alunos a pensar al&eacute;m dos limites das disciplinas. O passado era hier&aacute;rquico, o futuro ter&aacute; de ser mais colaborativo.<br /><br /><span></span></div>  <blockquote>"O ensino no futuro ter&aacute; de assentar nas experi&ecirc;ncias de aprendizagem que ajudam os alunos a pensar al&eacute;m dos limites das&nbsp;disciplinas."<br /></blockquote>  <div class="paragraph">No passado, diferentes alunos eram ensinados de maneiras semelhantes. Precisamos de nos tornar melhores a abra&ccedil;ar a diversidade, com abordagens de ensino diferenciadas. <strong>O passado era centrado no curr&iacute;culo, o futuro &eacute; centrado no aluno.</strong> Os objetivos do passado era a padroniza&ccedil;&atilde;o, com os alunos divididos por grupos et&aacute;rios, seguindo o mesmo curr&iacute;culo e, todos avaliados ao mesmo tempo. Falar de futuro &eacute; falar de personalizar experi&ecirc;ncias educacionais, programar o ensino de acordo com as paix&otilde;es e as capacidades dos alunos, ajudando os alunos a personalizar a aprendizagem e a avalia&ccedil;&atilde;o de maneiras que fomentem a participa&ccedil;&atilde;o e o talento. Falar de futuro &eacute; falar sobre incentivar os alunos a serem engenhosos. Isso ir&aacute; capitalizar os pontos fortes dos estudantes mais talentosos. O futuro ser&aacute; sobre a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos.<br />Tradicionalmente, havia uma &ecirc;nfase no papel da gest&atilde;o escolar, mas precisamos de fazer melhor na lideran&ccedil;a. Isso inclui coordenar o curr&iacute;culo e os programas curriculares, monitorizar e avaliar os professores, promover o desenvolvimento profissional dos professores e apoiar culturas de trabalho colaborativas. O passado era sobre o controlo de qualidade, o futuro &eacute; sobre a garantia de qualidade.<br /></div>  <blockquote>"Em Portugal, os professores t&ecirc;m pouco tempo para fazer qualquer outra coisa que n&atilde;o seja ensinar. Assim, ao inv&eacute;s de diminuir o tamanho da turma, pode ser mais importante pensar noutras formas de fortalecer a profiss&atilde;o&nbsp;docente."<br /></blockquote>  <div class="paragraph"><strong>E sobre o tamanho das turmas? Em Portugal os professores dizem que &eacute; dif&iacute;cil ensinar em turmas com cerca de 30 alunos&hellip;</strong><br />Pense nisso desta maneira: Portugal e China t&ecirc;m um n&uacute;mero semelhante de alunos por professor. Mas na China as turmas t&ecirc;m o dobro dos alunos de Portugal. Como &eacute; que isto aconteceu? &Eacute; que na China a componente letiva dos professores &eacute; pouco mais de metade da dos professores portugueses. Isso d&aacute;-lhes muito tempo para trabalhar individualmente com os alunos e com os pais, para preparar e avaliar as aulas, para investir no seu desenvolvimento profissional e no dos colegas. Em Portugal, os professores t&ecirc;m pouco tempo para fazer qualquer outra coisa que n&atilde;o seja ensinar. Assim, ao inv&eacute;s de diminuir o tamanho da turma, pode ser mais importante pensar noutras formas de fortalecer a profiss&atilde;o docente.<br /></div>  <blockquote>"A taxa de chumbos &eacute; ainda muito alta. N&atilde;o &eacute; uma boa pr&aacute;tica, n&atilde;o conduz a uma melhoria dos resultados, &eacute; muito dispendiosa e&nbsp;estigmatizante."<br /></blockquote>  <div class="paragraph"><strong>Por &uacute;ltimo, os chumbos. Em Portugal, a taxa de chumbos &eacute; muito alta. Como olha para este indicador? E qual a solu&ccedil;&atilde;o?</strong><br />Sim, a taxa de chumbos &eacute; ainda muito alta. N&atilde;o &eacute; uma boa pr&aacute;tica, n&atilde;o conduz a uma melhoria dos resultados, &eacute; muito dispendiosa e estigmatizante. Os professores precisam de mais apoio para diagnosticarem as dificuldades de aprendizagem mais cedo, bem antes dos problemas serem t&atilde;o acentuados que tornam o chumbo a op&ccedil;&atilde;o. Eles precisam de tempo e espa&ccedil;o para ajudarem os alunos a superar as suas fraquezas. O chumbo &eacute; praticamente inexistente nos sistemas de ensino com melhores desempenhos.<br /><font color="#248d6c"><br />Entrevista de <strong>Marlene Carri&ccedil;o</strong> - Observador<br />&laquo;http://observador.pt/especiais/portugal-tem-de-ter-cuidado-para-educar-as-criancas-para-o-seu-proprio-futuro-e-nao-para-o-nosso-passado/&raquo;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Pai e Mãe, acordem enquanto é tempo!]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/pai-e-mae-acordem-enquanto-e-tempo]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/pai-e-mae-acordem-enquanto-e-tempo#comments]]></comments><pubDate>Thu, 02 Feb 2017 11:11:54 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/pai-e-mae-acordem-enquanto-e-tempo</guid><description><![CDATA[As crian&ccedil;as tinham classificado os seus pais. O meu filho deu-me 6 e 7 (sinceramente eu merecia 5 ou menos).         Era quarta-feira, 8:00 h. Cheguei a tempo &agrave; escola do meu filho &ndash;&ldquo;N&atilde;o se esque&ccedil;am de vir &agrave; reuni&atilde;o de amanh&atilde;, &eacute; obrigat&oacute;ria!&rdquo; &ndash; Foi o que a professora disse no dia anterior.-&ldquo;O que &eacute; que esta professora pensa! &hellip; Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela quer? &helli [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>As crian&ccedil;as tinham classificado os seus pais. O meu filho deu-me 6 e 7 (sinceramente eu merecia 5 ou menos).<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/alepo-12_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">Era quarta-feira, 8:00 h. Cheguei a tempo &agrave; escola do meu filho &ndash;&ldquo;N&atilde;o se esque&ccedil;am de vir &agrave; reuni&atilde;o de amanh&atilde;, &eacute; obrigat&oacute;ria!&rdquo; &ndash; Foi o que a professora disse no dia anterior.<br />-&ldquo;O que &eacute; que esta professora pensa! &hellip; Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela quer? &hellip; Se ela soubesse o quanto era importante a reuni&atilde;o que eu tinha &agrave;s 8:30 h&rdquo; &hellip; Dela dependia uma boa negocia&ccedil;&atilde;o e tive que a cancelar!<br /><br />L&aacute; est&aacute;vamos n&oacute;s, m&atilde;es e pais, e a professora.<br />Come&ccedil;ou a tempo, agradeceu a nossa presen&ccedil;a e come&ccedil;ou a falar. N&atilde;o me lembro do que dizia, a minha mente estava a pensar como iria resolver aquele neg&oacute;cio t&atilde;o importante, j&aacute; me imaginava a comprar uma televis&atilde;o nova com o dinheiro.<br />&ldquo;Jo&atilde;o Rodrigues!&rdquo; &ndash; escutei ao longe &ndash; &ldquo;N&atilde;o est&aacute; o pai de Jo&atilde;o?&rdquo; &ndash; diz a professora.<br />&ldquo;Sim, eu estou aqui&rdquo; &ndash; contestei ao ir receber a caderneta escolar do meu filho.<br />Voltei para o meu lugar e disse ao abrir a caderneta &hellip; &ldquo;Foi para isto que eu vim &hellip; o que &eacute; isto???&rdquo;<br />A caderneta estava cheia de seis e setes. Guardei rapidamente, para que ningu&eacute;m pudesse ver como se tinha sa&iacute;do o meu filho.<br /><br />De volta para casa, aumentava ainda mais a minha raiva, cada vez que pensava:<br />&ldquo;Mas, se lhe dou tudo, n&atilde;o tenho faltado com nada! &hellip; Agora ele vai ver!&rdquo;<br />Cheguei, entrei em casa, fechei a porta com uma batida e gritei: &ldquo;Vem c&aacute;, Jo&atilde;o!&rdquo;<br />Jo&atilde;o estava no quintal, correu para abra&ccedil;ar-me &hellip; &ldquo;Pap&aacute;!&rdquo;<br />&ndash; &ldquo;Nada de pap&aacute;!&rdquo; Afastei-o de mim, tirei o meu cinto e n&atilde;o me lembro quantas vezes bati ao mesmo tempo que dizia o que pensava dele.<br />&ndash; &ldquo;Agora vai para o teu quarto!&rdquo;<br />Jo&atilde;o foi a chorar, a sua face estava vermelha e a sua boca tremia.<br />A minha esposa n&atilde;o disse nada, s&oacute; mexeu a cabe&ccedil;a num gesto de nega&ccedil;&atilde;o e entrou na cozinha.<br />Quando fui para a cama, mais tranquilo, a minha esposa entregou-me a caderneta do Jo&atilde;o, que tinha ficado dentro do meu casaco, e disse:<br />&ndash; &ldquo;L&ecirc; devagar e depois pensa na decis&atilde;o que deves tomar&hellip;&rdquo;<br />Logo no in&iacute;cio estava escrito: BOLETIM DO PAP&Aacute;.<br />Pelo tempo que o teu pai dedica a conversar contigo antes de dormir: 6<br />Pelo tempo que o teu pai dedica a brincar contigo: 6<br />Pelo tempo que o teu pai dedica a ajudar-te com as tarefas: 6<br />Pelo tempo que o teu pai dedica para levar-te de passeio com a fam&iacute;lia: 7<br />Pelo tempo que o teu pai dedica para ler-te um livro antes de dormir: 6<br />Pelo tempo que o teu pai dedica para abra&ccedil;ar-te e beijar-te: 6<br />Pelo tempo que o teu pai dedica para assistir televis&atilde;o contigo: 7<br />Pelo tempo que o teu pai dedica para escutar as tuas d&uacute;vidas ou problemas: 6<br />Pelo tempo que teu o pai dedica para ensinar-te coisas: 7<br />M&eacute;dia: 6,22<br /><br /><strong><span style="color:#333399">PAIS &ndash; ACORDEM ENQUANTO T&Ecirc;M TEMPO&hellip;</span></strong><br />As crian&ccedil;as tinham classificado os seus pais. O meu filho deu-me 6 e 7 (sinceramente eu merecia 5 ou menos).<br />Levantei-me e corri para o quarto dele, abracei-o e chorei.<br />Queria poder retroceder no tempo &hellip; mas isso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel.<br />Jo&atilde;o abriu os olhos, ainda com os olhos inchados pelas l&aacute;grimas, sorriu, abra&ccedil;ou-me e disse:<br />&ndash; &ldquo;Eu amo-te pap&aacute;!&rdquo; &hellip; Fechou os olhos e dormiu.<br />ACORDEM PAIS!<br />Aprendam a dar o certo valor &agrave;quilo que &eacute; mais importante em rela&ccedil;&atilde;o aos vossos filhos, j&aacute; que disso depende o sucesso ou fracasso nas suas vidas.<br />J&aacute; pensou qual seria a <strong>&lsquo;nota&rsquo;</strong> que o seu filho lhe daria hoje?<br />Autor desconhecido<br /><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Discurso de Adolf Hitler ao tomar posse como Chanceler da Alemanha]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/discurso-de-adolf-hitler-ao-tomar-posse-como-chanceler-da-alemanha]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/discurso-de-adolf-hitler-ao-tomar-posse-como-chanceler-da-alemanha#comments]]></comments><pubDate>Sun, 22 Jan 2017 11:15:33 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/discurso-de-adolf-hitler-ao-tomar-posse-como-chanceler-da-alemanha</guid><description><![CDATA[Berlim, Alemanha. Em 30 de janeiro de 1933, o ent&atilde;o presidente Hindenburg nomeava Adolf Hitler como chanceler.         N&oacute;s, os cidad&atilde;os desta na&ccedil;&atilde;o, estamos agora juntos num grande esfor&ccedil;o nacional para reconstruir o nosso pa&iacute;s e restaurar a sua promessa para todo o nosso povo.&nbsp;Juntos, vamos determinar o rumo do pa&iacute;s e do mundo para os muitos e muitos anos que a&iacute; v&ecirc;em.Vamos enfrentar desafios. Vamos confrontar-nos com difi [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>Berlim, Alemanha. Em 30 de janeiro de 1933, o ent&atilde;o presidente Hindenburg nomeava Adolf Hitler como chanceler.<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/maxresdefault_1_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><em><span>N&oacute;s, os cidad&atilde;os desta na&ccedil;&atilde;o, estamos agora juntos num grande esfor&ccedil;o nacional para reconstruir o nosso pa&iacute;s e restaurar a sua promessa para todo o nosso povo.&nbsp;</span>Juntos, vamos determinar o rumo do pa&iacute;s e do mundo para os muitos e muitos anos que a&iacute; v&ecirc;em.</em><br /><span></span><em><span>Vamos enfrentar desafios. Vamos confrontar-nos com dificuldades. Mas vamos fazer o que temos que fazer.&nbsp;</span>Contudo, a cerim&oacute;nia de hoje tem um significado especial. Pois hoje n&atilde;o estamos simplesmente a transferir o poder de um Governo para outro, ou de um partido para outro &ndash; estamos a transferir o poder da capital e a devolv&ecirc;-lo para voc&ecirc;s, o povo.</em><br /><span></span><em><span>Durante muito tempo, um pequeno grupo na capital do nosso pa&iacute;s colheu as vantagens de governar, enquanto o povo pagou as custas.</span></em><br /><span></span><em><span>A capital floresceu &ndash; mas o povo n&atilde;o partilhou dessa riqueza.&nbsp;</span>Os pol&iacute;ticos prosperaram &ndash; mas os empregos foram-se embora e as f&aacute;bricas fecharam. O sistema protegeu-se a si pr&oacute;prio, mas n&atilde;o protegeu os cidad&atilde;os deste pa&iacute;s.</em><br /><span></span><em><span>As vit&oacute;rias deles n&atilde;o foram as nossa vit&oacute;rias, os seus triunfos n&atilde;o foram os nossos triunfos; e enquanto festejavam na capital, havia muito pouco para festejar nas fam&iacute;lias espalhadas pela nossa terra.</span></em><br /><span></span><em><span>Tudo isso vai mudar &ndash; a come&ccedil;ar aqui e agora, porque este momento &eacute; o vosso momento; pertence a v&oacute;s.&nbsp;</span>Pertence a todos os que se reuniram aqui hoje e a todos os que nos est&atilde;o a ver em todo o pa&iacute;s.</em><br /><span></span><br /><br /><span></span><em><span>Este &eacute; o nosso dia. A nossa festa.&nbsp;</span>Este pa&iacute;s &eacute; o nosso pa&iacute;s.</em><br /><span></span><em><span>O que realmente interessa n&atilde;o &eacute; o partido que controla o Governo, mas sim se o Governo &eacute; controlado pelo povo.</span></em><br /><span></span><em><span>30 de Janeiro de 1933 ser&aacute; lembrado como o dia em que o povo se tornou novamente o dono desta na&ccedil;&atilde;o.</span></em><br /><span></span><em><span>Os homens e mulheres do nosso pa&iacute;s que foram esquecidos, n&atilde;o ser&atilde;o mais esquecidos.</span></em><br /><span></span><em><span>Agora estamos todos a ouvir-vos.</span></em><br /><span></span><em><span>Voc&ecirc;s vieram &agrave;s dezenas de milh&otilde;es para fazer parte dum movimento hist&oacute;rico como o mundo nunca viu.</span></em><br /><span></span><em><span>No centro deste movimento h&aacute; a convic&ccedil;&atilde;o fundamental de que uma na&ccedil;&atilde;o existe para servir os seus cidad&atilde;os.</span></em><br /><span></span><em><span>Os cidad&atilde;os querem boas escolas para os seus filhos, bairros seguros para as suas fam&iacute;lias e trabalho para si pr&oacute;prios.&nbsp;</span>S&atilde;o exig&ecirc;ncias justas e razo&aacute;veis de pessoas justas e dum p&uacute;blico justo.</em><br /><span></span><em><span>Mas para demasiados cidad&atilde;os existe uma realidade diferente; m&atilde;es e filhos encurralados na pobreza das cidades degradadas; f&aacute;bricas enferrujadas espalhadas como pedras lapidares pela paisagem do nosso pa&iacute;s; um sistema de educa&ccedil;&atilde;o cheio de dinheiro mas que deixa os nossos jovens e belos estudantes privados de conhecimento; e a delinqu&ecirc;ncia, os gangs e as drogas que roubaram demasiadas vidas e roubaram o nosso pa&iacute;s de tanto potencial por realizar.</span></em><br /><span></span><em><span>Esta carnificina nacional acaba aqui mesmo e agora mesmo.</span></em><br /><span></span><em><span>N&oacute;s somos uma &uacute;nica na&ccedil;&atilde;o &ndash; e a dor dessas pessoas &eacute; a nossa dor. Os seus sonhos s&atilde;o os nossos sonhos e os seus sucessos o nosso sucesso. Partilhamos um cora&ccedil;&atilde;o, um lar e um destino glorioso.</span></em><br /><span></span><em><span>O juramento que fa&ccedil;o hoje &eacute; um juramento de alian&ccedil;a com todos os cidad&atilde;os. </span></em><br /><span></span><em><span>Durante muitas d&eacute;cadas enriquecemos a ind&uacute;stria estrangeira &agrave;s custas da ind&uacute;stria nacional; subsidiamos ex&eacute;rcitos de outros pa&iacute;ses ao mesmo tempo que permit&iacute;amos a triste car&ecirc;ncia dos nossos militares; defendemos as fronteiras doutros pa&iacute;ses enquanto nos recus&aacute;vamos a defender as nossas; e gastamos trili&otilde;es e trili&otilde;es no estrangeiro, enquanto as infra-estruturas do nosso territ&oacute;rio se estragavam e degradavam.</span></em><br /><span></span><em><span>Tornamos ricos outros pa&iacute;ses enquanto a riqueza, a for&ccedil;a e a autoconfian&ccedil;a do nosso pa&iacute;s se dissipava no horizonte.&nbsp;</span>Uma a uma, as f&aacute;bricas fecharam e deixaram o nosso espa&ccedil;o, sem um pensamento sequer sobre os milh&otilde;es e milh&otilde;es de trabalhadores que ficavam para tr&aacute;s.</em><br /><span></span><em><span>A riqueza da nossa classe m&eacute;dia foi arrancada dos seus lares e redistribu&iacute;da pelo mundo inteiro.</span></em><br /><span></span><em><span>Mas isso &eacute; o passado. Agora estamos a olhar para o futuro.</span></em><br /><span></span><em><span>N&oacute;s, os que estamos hoje aqui reunidos, estamos a promulgar um decreto para ser ouvido em todas as cidades, em todas as capitais estrangeiras e em todos os centros de poder.</span></em><br /><span></span><em><span>A partir de hoje, uma nova vis&atilde;o vai governar a nossa terra.</span></em><br /><span></span><em><span>A partir de hoje, vai ser unicamente o nosso pa&iacute;s em primeiro lugar, o nosso pa&iacute;s primeiro.</span></em><br /><span></span><em><span>Todas as decis&otilde;es sobre com&eacute;rcio, impostos, imigra&ccedil;&atilde;o e neg&oacute;cios estrangeiros ser&atilde;o tomadas para beneficiar os trabalhadores nacionais e as nossas fam&iacute;lias.</span></em><br /><span></span><em><span>Temos de proteger as nossas fronteiras das incurs&otilde;es de outros pa&iacute;ses que fazem os nossos produtos, roubam as nossas empresas e destroem os nossos postos de trabalho. O proteccionismo levar&aacute; a grande prosperidade e poder.</span></em><br /><span></span><em><span>Lutarei por voc&ecirc;s com todas as for&ccedil;as do meu corpo &ndash; e nunca, mas nunca, os abandonarei.</span></em><br /><span></span><em><span>O pa&iacute;s vai voltar a ganhar, a ganhar como nunca aconteceu. </span></em><br /><span></span><em><span>Vamos trazer de volta os empregos. Vamos restabelecer as nossas fronteiras. Vamos retomar a nossa riqueza. E vamos trazer de volta os nossos sonhos.</span></em><br /><span></span><em><span>Vamos construir novas estradas, auto-estradas, pontes, aeroportos, t&uacute;neis e vias f&eacute;rreas de ponta a ponta do nosso lindo pa&iacute;s.</span></em><br /><span></span><em><span>Tiraremos os nossos trabalhadores do desemprego e de volta ao trabalho<span>&nbsp; </span>- reconstruindo o nosso pa&iacute;s com m&atilde;os nossas e trabalho nacional.</span></em><br /><span></span><em><span>Seguiremos duas regras simples: compre produtos nacionais e contrate cidad&atilde;os nacionais. </span></em><br /><span></span><em><span>Procuraremos a amizade e a boa vontade de todas as na&ccedil;&otilde;es do mundo &ndash; mas f&aacute;-lo-emos com a compreens&atilde;o de que &eacute; o direito de todos os pa&iacute;ses de colocar em primeiro lugar os seus pr&oacute;prios interesses.</span></em><br /><span></span><em><span>N&atilde;o desejamos impor o nosso modo de vida a ningu&eacute;m, pois preferimos deix&aacute;-lo brilhar como um exemplo a seguir por todos.</span></em><br /><span></span><em><span>(...)</span></em><br /><span></span><em><span>Nas funda&ccedil;&otilde;es da nossa pol&iacute;tica est&aacute; total alian&ccedil;a com a na&ccedil;&atilde;o, e atrav&eacute;s da nossa lealdade ao nosso pa&iacute;s redescobrimos a lealdade entre cada um de n&oacute;s.</span></em><br /><span></span><em><span>Quando abrimos o nosso cora&ccedil;&atilde;o ao patriotismo, n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para o preconceito.</span></em><br /><span></span><em><span>A B&iacute;blia diz: &ldquo;Como &eacute; bom e agrad&aacute;vel quando o povo de Deus vive unido.&rdquo;</span></em><br /><span></span><em><span>Devemos dizer o que pensamos abertamente e debater as nossas discord&acirc;ncias honestamente, mas procurar sempre a solidariedade.</span></em><br /><span></span><em><span>Quando o pa&iacute;s est&aacute; unido, o pa&iacute;s &eacute; impar&aacute;vel.&nbsp;</span>N&atilde;o h&aacute; que ter medo &ndash; estamos protegidos, e estaremos sempre protegidos.</em><br /><span></span><em><span>Estaremos protegidos pelos grandes homens e mulheres das nossas For&ccedil;as Armadas e for&ccedil;as da ordem e, o que &eacute; mais importante, estaremos protegidos por Deus.</span></em><br /><span></span><em><span>Finalmente, devemos pensar em grande e sonhar em maior ainda.</span></em><br /><span></span><em><span>Neste pa&iacute;s, entendemos que uma na&ccedil;&atilde;o s&oacute; est&aacute; viva enquanto progride. N&atilde;o aceitaremos mais pol&iacute;ticos que s&oacute; falam e n&atilde;o fazem nada &ndash; sempre a queixar-se mas sem fazer nada contra isso.</span></em><br /><span></span><em><span>O tempo da conversa fiada acabou-se</span></em><br /><span></span><em><span>Agora chegou a hora da ac&ccedil;&atilde;o.</span></em><br /><span></span><em><span>N&atilde;o deixem que lhes digam que n&atilde;o se pode fazer. N&atilde;o h&aacute; desafio que chegue para o cora&ccedil;&atilde;o e ven&ccedil;a o esp&iacute;rito nacional.</span></em><br /><span></span><em><span>N&atilde;o falharemos. O nosso pa&iacute;s evoluir&aacute; e prosperar&aacute; novamente.</span></em><br /><span></span><em><span>Aqui estamos no come&ccedil;o de um novo mil&eacute;nio, prontos para desvendar os mist&eacute;rios do espa&ccedil;o, libertar a Terra da mis&eacute;ria das doen&ccedil;as e dominar as energias, as ind&uacute;strias e a tecnologia do futuro. </span></em><br /><span></span><em><span>O novo orgulho nacional vai animar-nos, aumentar as nossas perspectivas, sarar as nossas divis&otilde;es. Est&aacute; na altura de lembrar aquela velha sabedoria que os nossos soldados nunca esquecem: quer se seja branco ou castanho ou negro, todos vertemos o mesmo sangue vermelho dos patriotas, todos beneficiamos das mesmas gloriosas liberdades, e saudamos a mesma gloriosa bandeira.</span></em><br /><span></span><em><span>E quer uma crian&ccedil;a nas&ccedil;a nos bairros suburbanos duma grande cidade ou nas plan&iacute;cies ventosas, ambos olham para o mesmo c&eacute;u nocturno, enchem o cora&ccedil;&atilde;o com os mesmos sonhos e recebem o sopro da vida do mesmo Criador todo poderoso.</span></em><br /><span></span><em><span>Assim, todos os cidad&atilde;os, em todas as cidades pr&oacute;ximas e long&iacute;nquas, pequenas e grandes, de montanha a montanha e de oceano a oceano, oi&ccedil;am estas palavras.</span></em><br /><span></span><em><span>Nunca mais voltar&atilde;o a ser ignorados.</span></em><br /><span></span><em><span>As vossas vozes, esperan&ccedil;as e sonhos v&atilde;o definir o nosso destino.</span></em><br /><span></span><em><span>E a vossa coragem, bondade e amor h&atilde;o-de guiar-nos sempre durante a caminhada.</span></em><br /><span></span><em><span>Juntos, vamos fazer o pa&iacute;s novamente forte.</span></em><br /><span></span><em><span>Faremos o pa&iacute;s novamente rico.</span></em><br /><span></span><em><span>Faremos o<span>&nbsp; </span>pa&iacute;s novamente orgulhoso.</span></em><br /><span></span><em><span>Faremos o pa&iacute;s novamente seguro.</span></em><br /><span></span><em><span>E, sim, juntos faremos o pa&iacute;s novamente formid&aacute;vel. </span></em><br /><span></span><em><span>Muito obrigado, Deus os aben&ccedil;oe e Deus aben&ccedil;oe a nossa na&ccedil;&atilde;o.</span></em><br /><span></span><span>Como j&aacute; deve ter percebido, este discurso n&atilde;o foi dito por Adolf Hitler em 1933. N&atilde;o, foi o discurso de Donald Trump na tomada de posse, em 20 de Janeiro de 2017. A &uacute;nica coisa que fizemos foi substituir &ldquo;Am&eacute;rica&rdquo; por &ldquo;pa&iacute;s&rdquo; ou &ldquo;na&ccedil;&atilde;o&rdquo; e eliminar uma frase que se referia especificamente &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o do terrorismo fundamentalista isl&acirc;mico. Todos os termos e express&otilde;es est&atilde;o traduzidos &agrave; letra. Muito se poderia dizer sobre isto, mas deixamos ao leitor as considera&ccedil;&otilde;es.<br /><br /><font color="#248d6c"><strong>Jos&eacute; Couto Nogueira</strong> - SAPO 24<br />&laquo;</font></span><font color="#248d6c">http://24.sapo.pt/opiniao/artigos/discurso-de-adolf-hitler-ao-tomar-posse-como-chanceler-da-alemanha&raquo;<span></span></font><br /><br /><span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[“Não é a família que ajuda a escola na formação da criança. É o contrário.”]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/nao-e-a-familia-que-ajuda-a-escola-na-formacao-da-crianca-e-o-contrario]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/nao-e-a-familia-que-ajuda-a-escola-na-formacao-da-crianca-e-o-contrario#comments]]></comments><pubDate>Thu, 19 Jan 2017 21:12:47 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/nao-e-a-familia-que-ajuda-a-escola-na-formacao-da-crianca-e-o-contrario</guid><description><![CDATA[       Uma fala de grande intelig&ecirc;ncia do professor M&aacute;rio S&eacute;rgio Cortella, dizendo da diferencia&ccedil;&atilde;o entre o papel da escola e o papel da fam&iacute;lia na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. Fala-se, portanto, de Educa&ccedil;&atilde;o X Escolariza&ccedil;&atilde;o.         Segundo o professor, muitos pais confundem o seu papel na forma&ccedil;&atilde;o dos filhos, transferindo suas responsabilidades &agrave; escola. [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/alepo-4.jpg" alt="Imagem" style="width:611;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <blockquote>Uma fala de grande intelig&ecirc;ncia do professor <a href="https://www.facebook.com/MarioSergioCortella/?fref=ts">M&aacute;rio S&eacute;rgio Cortella</a>, dizendo da diferencia&ccedil;&atilde;o entre o papel da escola e o papel da fam&iacute;lia na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. Fala-se, portanto, de Educa&ccedil;&atilde;o X Escolariza&ccedil;&atilde;o.<br /></blockquote>  <div class="wsite-youtube" style="margin-bottom:10px;margin-top:10px;"><div class="wsite-youtube-wrapper wsite-youtube-size-auto wsite-youtube-align-center"> <div class="wsite-youtube-container">  <iframe src="//www.youtube.com/embed/dfkb6H8qUsg?wmode=opaque" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> </div> </div></div>  <div class="paragraph">Segundo o professor, muitos pais confundem o seu papel na forma&ccedil;&atilde;o dos filhos, transferindo suas responsabilidades &agrave; escola.<br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O QUE É SER "DEMISSEXUAL"?]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/o-que-e-ser-demissexual]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/o-que-e-ser-demissexual#comments]]></comments><pubDate>Thu, 12 Jan 2017 19:45:58 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/o-que-e-ser-demissexual</guid><description><![CDATA[Existem v&aacute;rios termos para descrever os v&aacute;rios aspetos da sexualidade: assexuado, bissexual, pansexual, etc. Mas j&aacute; tinha ouvido falar no termo demissexual?         A autora Meryl Williams escreveu um artigo para o Washington Post em que descreve este conceito da seguinte forma: &ldquo;H&aacute; uns anos, sentia-me culpada por deixar frustradas as pessoas com as quais me envolvia. N&atilde;o queria sentir a necessidade de explicar o porqu&ecirc; de n&atilde;o me sentir prepa [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>Existem v&aacute;rios termos para descrever os v&aacute;rios aspetos da sexualidade: assexuado, bissexual, pansexual, etc. Mas j&aacute; tinha ouvido falar no termo demissexual?<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/561976_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">A autora Meryl Williams escreveu um artigo para o Washington Post em que descreve este conceito da seguinte forma: &ldquo;H&aacute; uns anos, sentia-me culpada por deixar frustradas as pessoas com as quais me envolvia. N&atilde;o queria sentir a necessidade de explicar o porqu&ecirc; de n&atilde;o me sentir preparada para uma fase mais &iacute;ntima&hellip; Normalmente coloco o intelecto e o sentido de humor &agrave; frente da beleza de algu&eacute;m. Se um homem n&atilde;o disser nada ofensivo e me fizer rir no primeiro encontro, &eacute; prov&aacute;vel que marque um segundo. Mesmo assim, sei que os atributos de uma pessoa n&atilde;o garantem necessariamente que haja uma atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Tenho de ser paciente e esperar que esta surja&rdquo;.<br /><br /><span></span>Segundo o site demisexuality.org, este conceito tem como defini&ccedil;&atilde;o &ldquo;um estado em que a pessoa s&oacute; se sente sexualmente atra&iacute;da depois de formar uma liga&ccedil;&atilde;o emocional&rdquo;.<br /><span></span>Ou seja, as pessoas demissexuais n&atilde;o se sentem sexualmente atra&iacute;das por algu&eacute;m do mesmo sexo ou do sexo oposto sem primeiro criarem um forte la&ccedil;o emocional.<br /><span></span>Numa sociedade em que facilmente existe um envolvimento sexual logo nos primeiros encontros, viver neste estado pode ser um desafio, como explica Meryl Williams.<br /><span></span> <font color="#248d6c"><strong>Joana Marques Alves</strong> - VIS&Atilde;O<br />&laquo;http://sol.sapo.pt/artigo/542378/o-que-e-ser-demissexual-&raquo;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Ensino profissional: de parente pobre a “parente maior”]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/ensino-profissional-de-parente-pobre-a-parente-maior]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/ensino-profissional-de-parente-pobre-a-parente-maior#comments]]></comments><pubDate>Wed, 11 Jan 2017 13:23:29 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/ensino-profissional-de-parente-pobre-a-parente-maior</guid><description><![CDATA[J&aacute; n&atilde;o &eacute; visto como um refugo do ensino, a sua imagem tem vindo a mudar. O ensino profissional &eacute; uma aposta do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Uma alternativa consistente que d&aacute; ferramentas aos alunos que querem entrar mais cedo no mercado de trabalho e que tamb&eacute;m d&aacute; acesso ao Ensino Superior.         J&aacute; n&atilde;o &eacute; visto como um refugo do ensino, a sua imagem tem vindo a mudar. O ensino profissional &eacute; uma aposta [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>J&aacute; n&atilde;o &eacute; visto como um refugo do ensino, a sua imagem tem vindo a mudar. O ensino profissional &eacute; uma aposta do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Uma alternativa consistente que d&aacute; ferramentas aos alunos que querem entrar mais cedo no mercado de trabalho e que tamb&eacute;m d&aacute; acesso ao Ensino Superior.<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/youllsoonbethere_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><br /><span style="color:#000000">J&aacute; n&atilde;o &eacute; visto como um refugo do ensino, a sua imagem tem vindo a mudar. O ensino profissional &eacute; uma aposta do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Uma alternativa consistente que d&aacute; ferramentas aos alunos que querem entrar mais cedo no mercado de trabalho e que tamb&eacute;m d&aacute; acesso ao Ensino Superior.<br />&nbsp;<br />O ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, Tiago Brand&atilde;o Rodrigues, disse-o com todas as letras: o ensino profissional &eacute; hoje um dos pilares mais importantes da qualifica&ccedil;&atilde;o dos portugueses. E h&aacute; planos. &ldquo;N&oacute;s temos um objetivo b&aacute;sico e fundamental: chegar a 2020 com 50% dos nossos alunos a concluir o Ensino Secund&aacute;rio atrav&eacute;s de vias profissionalizantes&rdquo;, disse o governante nas comemora&ccedil;&otilde;es do 10.&ordm; anivers&aacute;rio da Ensiguarda &ndash; Escola Profissional da Guarda. Nesta visita, o titular da pasta da Educa&ccedil;&atilde;o aproveitou o momento para lembrar que muitos alunos do ensino profissional &ldquo;d&atilde;o bel&iacute;ssimas cartas&rdquo; no ensino superior polit&eacute;cnico e universit&aacute;rio.<br />&nbsp;<br />O professor Diogo Afonso, h&aacute; quatro anos no ensino profissional, concorda com esta vis&atilde;o. &ldquo;O ensino profissional tem sido capaz de responder &agrave;s constantes mudan&ccedil;as e exig&ecirc;ncias de uma sociedade em constante muta&ccedil;&atilde;o e um mercado de trabalho cada vez mais inst&aacute;vel&rdquo;, refere ao <a href="http://EDUCARE.PT" target="_blank">EDUCARE.PT</a>. &ldquo;Ao longo dos anos, o ensino profissional tem conquistado um estatuto s&oacute;lido resultado de todo o esfor&ccedil;o e dedica&ccedil;&atilde;o de todos aqueles que fazem parte integrante deste trabalho&rdquo;, acrescenta. Depois de dois anos na Escola Secund&aacute;ria Santa Maria Maior, est&aacute; h&aacute; dois anos na Escola Profissional Profitecla, no polo do Porto, onde &eacute; coordenador do curso Auxiliar de Sa&uacute;de. O futuro, em seu entender, passa por preparar jovens para a vida profissional, pelo desenvolvimento pessoal e c&iacute;vico.<br />&nbsp;<br />H&aacute; forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para os alunos, h&aacute; trabalho para preparar quem aprende a encarar desafios com esfor&ccedil;o e perseveran&ccedil;a, h&aacute; tamb&eacute;m a possibilidade de adquirir habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e compet&ecirc;ncias profissionais que permitem prosseguir estudos no Ensino Superior. E h&aacute; ainda a liga&ccedil;&atilde;o das escolas com os parceiros que acolhem os alunos para forma&ccedil;&atilde;o em contexto de trabalho. E tudo &eacute; importante. &ldquo;A imagem do ensino profissional tem vindo a mudar e hoje assume-se como uma alternativa positiva e verdadeira ao sistema regular de ensino, para jovens que procurem mais cedo ferramentas que lhes permitam adquirir compet&ecirc;ncias para, o mais rapidamente poss&iacute;vel, poderem integrar o mercado de trabalho cada vez mais competitivo&rdquo;, sublinha.<br />&nbsp;<br />Para Diogo Afonso, o ensino profissional n&atilde;o pode ser considerado o parente pobre da qualifica&ccedil;&atilde;o dos jovens at&eacute; porque h&aacute; cada vez mais exemplos de forma&ccedil;&atilde;o de bons profissionais nessas escolas. &ldquo;&Eacute; importante dar continuidade a um projeto consistente, direcionado para os alunos de forma a promover o seu crescimento profissional, pessoal e socialmente respons&aacute;vel&rdquo;, defende. E o sucesso deste ensino tamb&eacute;m &eacute; feito com alunos motivados, pais compreensivos e que encorajam os filhos, e docentes empenhados. &ldquo;O professor deixa de ser apenas o transmissor de conhecimentos, para assumir o papel de orientador, motivador, facilitador da aprendizagem, refor&ccedil;ando a autoavalia&ccedil;&atilde;o dos alunos e a avalia&ccedil;&atilde;o formativa. Assume-se como um mentor pois tem a possibilidade de do ponto de vista pedag&oacute;gico, inovar o curr&iacute;culo e direcionar o trabalho de acordo com as necessidades existentes&rdquo;, refere.<br />&nbsp;<br /><strong>&ldquo;Enorme contributo ao pa&iacute;s&rdquo;</strong><br />Moreira da Silva d&aacute; aulas de forma&ccedil;&atilde;o profissional h&aacute; mais de 25 anos. Neste momento, colabora com a Escola Profissional Val do Rio, em Oeiras. Na sua opini&atilde;o, a evolu&ccedil;&atilde;o do ensino profissional &ldquo;tem sido not&aacute;vel&rdquo; a v&aacute;rios n&iacute;veis. Pelo reconhecimento das compet&ecirc;ncias dos alunos, pelo esfor&ccedil;o que as escolas t&ecirc;m feito na melhoria cont&iacute;nua dos seus servi&ccedil;os, pelo desempenho dos professores. &ldquo;Os nossos clientes principais s&atilde;o os alunos&rdquo;, diz ao <a href="http://EDUCARE.PT" target="_blank">EDUCARE.PT</a>. &ldquo;Um sistema sair&aacute; sempre valorizado pela quantidade e pela qualidade dos seus utilizadores&rdquo;, acrescenta. O empenho de todos &eacute; importante. &ldquo;Um sistema de educa&ccedil;&atilde;o s&oacute; resultar&aacute; bem, quando reconhecido pelos seus mentores, utilizadores e destinat&aacute;rios. E, hoje em dia, o ensino profissional presta um enorme contributo ao nosso pa&iacute;s&rdquo;.<br />&nbsp;<br />A ideia de que o ensino profissional &eacute; um parente pobre do ensino n&atilde;o faz sentido, em seu entender. Esse r&oacute;tulo desapareceu. As escolas t&ecirc;m melhorado sistemas de ensino e espa&ccedil;os formativos, alargaram parcerias a outros pa&iacute;ses para partilhar boas pr&aacute;ticas que melhoram e renovam servi&ccedil;os. Moreira da Silva substitui parente pobre por &ldquo;parente maior&rdquo;. &ldquo;O foco no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas em cada &aacute;rea, ao longo de tr&ecirc;s anos, possibilita aos alunos o acesso a uma profiss&atilde;o reconhecida. E ao poder aceder ao ensino superior&rdquo;, refere. &ldquo;As vantagens s&atilde;o muitas para os que procuram ser bons profissionais. E para os que necessitam de bons profissionais para as suas organiza&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<br />&nbsp;<br />&ldquo;Outra grande evolu&ccedil;&atilde;o tem sido a comunica&ccedil;&atilde;o entre as escolas profissionais, em que a ANESPO [Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Escolas Profissionais] tem sido o &lsquo;cimento&rsquo; que promove o desenvolvimento do sistema de ensino profissional, com a colabora&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o de todos&rdquo;, comenta. O trabalho continua em prol de melhores cursos e de alunos mais bem formados. &ldquo;A certifica&ccedil;&atilde;o dos sistemas de gest&atilde;o das escolas, pela norma ISO 9001, bem como a monitoriza&ccedil;&atilde;o de indicadores de desempenho, no sistema europeu EQAVET, s&atilde;o a prova real de que muitas escolas se encontram a trabalhar diariamente, na melhoria cont&iacute;nua dos seus servi&ccedil;os. S&oacute; podemos melhorar aquilo que conseguimos medir. E muitas escolas j&aacute; t&ecirc;m alguns anos de experi&ecirc;ncia na monitoriza&ccedil;&atilde;o de indicadores de sucesso da sua atividade principal: o ensino&rdquo;.<br />&nbsp;<br />O professor deixa uma sugest&atilde;o. Al&eacute;m da dupla certifica&ccedil;&atilde;o, escolar e profissional, poder-se-ia promover tamb&eacute;m o acesso a uma tripla certifica&ccedil;&atilde;o. Ou seja, explica, &ldquo;a certifica&ccedil;&atilde;o de mercado seria a terceira certifica&ccedil;&atilde;o. Tal como temos no exemplo das &aacute;reas das TIC, em que existe a regula&ccedil;&atilde;o de certifica&ccedil;&atilde;o regulada internacionalmente pela associa&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos CompTIA. Exemplos como certifica&ccedil;&atilde;o CISCO, Microsoft, HP, entre outras, seriam certamente um garante de reconhecimento adicional para os nossos alunos, mesmo a n&iacute;vel internacional&rdquo;.<br />&nbsp;<br />Hugo S&aacute; est&aacute; no ensino profissional h&aacute; 10 anos. &Eacute; professor da &aacute;rea t&eacute;cnica dos cursos de Turismo e de Restaura&ccedil;&atilde;o, variante Mesa e Bar, na Escola Profissional Profitecla, no polo de Braga. Um dos sinais de que este ensino deixou de ser o parente pobre do sistema &eacute; a idade m&eacute;dia dos alunos que procuram esta via de estudo. Se h&aacute; uns anos, a idade rondava os 17, 18 anos, agora h&aacute; jovens que acabam o 9.&ordm; ano e ingressam no ensino profissional com 16 anos e como primeira escolha. Hugo S&aacute; destaca alguns fatores que levam ao aumento da procura e que mostram o ensino profissional como, sustenta, &ldquo;uma forma muito estruturada de algu&eacute;m procurar um futuro&rdquo;.<br />&nbsp;<br />&ldquo;O mais importante &eacute; a aposta clara que as escolas fazem na qualidade da forma&ccedil;&atilde;o, no refor&ccedil;o dos quadros&rdquo;, refere ao <a href="http://EDUCARE.PT" target="_blank">EDUCARE.PT</a>. O desempenho de quem ensina, sobretudo nas &aacute;reas t&eacute;cnicas, &eacute; fundamental nesses estabelecimentos de ensino. Mas h&aacute; mais fatores. A crise econ&oacute;mica tamb&eacute;m mudou a maneira de pensar de muitas fam&iacute;lias. Antecipar a entrada no mercado de trabalho &ldquo;de forma estruturada&rdquo; tornou-se ent&atilde;o uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel. &ldquo;Muitas fam&iacute;lias procuram uma sa&iacute;da profissional digna para os seus filhos&rdquo;, sublinha.<br />&nbsp;<br />A necessidade de o pa&iacute;s ter quadros interm&eacute;dios tamb&eacute;m ajuda o ensino profissional a ser olhado com respeito. O que nem sempre aconteceu. Hugo S&aacute; lembra-se desse tempo em que este ensino era visto como o parente pobre do sistema e que estava sobretudo destinado aos alunos que n&atilde;o tinham capacidade para concluir o ensino regular. &ldquo;Era uma alternativa mais f&aacute;cil porque, de certa forma, era mais pr&aacute;tica&rdquo;. &ldquo;Era como um cesto onde tudo vinha parar&rdquo;, recorda. Ideias que j&aacute; fazem parte do passado.<br /><font color="#248d6c"><br /><strong>Sara R. Oliveira</strong>&nbsp; -&nbsp; EDUCARE<br />&laquo;</font></span><font color="#248d6c">http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=117942&amp;langid=1&raquo;</font><span style="color:#000000"></span><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[“Não é só a educação dos filhos que é necessária, mas a dos pais também”]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/nao-e-so-a-educacao-dos-filhos-que-e-necessaria-mas-a-dos-pais-tambem]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/nao-e-so-a-educacao-dos-filhos-que-e-necessaria-mas-a-dos-pais-tambem#comments]]></comments><pubDate>Mon, 12 Dec 2016 20:17:58 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/artigos-efamiacutelia/nao-e-so-a-educacao-dos-filhos-que-e-necessaria-mas-a-dos-pais-tambem</guid><description><![CDATA[Entrevista com o&nbsp;&nbsp;fil&oacute;sofo Mario Sergio Cortella concedida &agrave; Revista Crescer&nbsp; onde ele deixou claro que o grande desafio da atualidade &eacute; acompanhar as transforma&ccedil;&otilde;es para n&atilde;o ficar para tr&aacute;s. Sim, estamos vivendo um tempo de reviravoltas sem precedentes: na tecnologia, no trabalho, nas rela&ccedil;&otilde;es. Nesse contexto, mudar n&atilde;o &eacute; apenas imprescind&iacute;vel, mas inevit&aacute;vel. Principalmente quando se fala  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>Entrevista com o&nbsp;&nbsp;fil&oacute;sofo <a href="https://www.facebook.com/MarioSergioCortella/?fref=ts" target="_blank">Mario Sergio Cortella</a> concedida &agrave; <a href="http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Escola/noticia/2016/11/cortella-nao-e-so-educacao-dos-filhos-que-e-necessaria-mas-dos-pais-tambem.html" target="_blank">Revista Crescer</a>&nbsp; onde ele deixou claro que <em>o grande desafio da atualidade &eacute; acompanhar as transforma&ccedil;&otilde;es para n&atilde;o ficar para tr&aacute;s. Sim, estamos vivendo um tempo de reviravoltas sem precedentes: na tecnologia, no trabalho, nas rela&ccedil;&otilde;es. Nesse contexto, mudar n&atilde;o &eacute; apenas imprescind&iacute;vel, mas inevit&aacute;vel. Principalmente quando se fala em educa&ccedil;&atilde;o</em>.<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/cortella-696x365_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><strong>Como essa mudan&ccedil;a t&atilde;o veloz de paradigmas tem afetado a forma como os pais criam os filhos?</strong><br />&ldquo;Uma parte das fam&iacute;lias acabou perdendo um pouco a refer&ecirc;ncia dada &agrave; velocidade das mudan&ccedil;as e &agrave; rarefa&ccedil;&atilde;o do tempo de conviv&ecirc;ncia com as crian&ccedil;as. Isso fez com que muitas acabassem terceirizando o contato com os filhos e delegando &agrave; escola aquilo que &eacute; originalmente de sua responsabilidade. S&oacute; que isso perturba a forma&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es. &Eacute; claro que criar pessoas d&aacute; trabalho e exige esfor&ccedil;o. Acontece que, no meio de todas essas mudan&ccedil;as, alguns pais e m&atilde;es ficam desorientados. Por isso, &eacute; necess&aacute;rio que eles encontrem apoio, em livros, revistas, grupos de discuss&atilde;o. N&atilde;o &eacute; s&oacute; a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos que &eacute; necess&aacute;ria, mas a dos pais tamb&eacute;m&rdquo;.<br /><strong>Ao mesmo tempo que muitas fam&iacute;lias terceirizam os cuidados, h&aacute; um movimento de m&atilde;es e pais largando a carreira para se dedicar exclusivamente aos filhos, n&atilde;o?</strong>&ldquo;Claro. Uma das coisas mais importantes na vida &eacute; entender que a palavra prioridade n&atilde;o tem &ldquo;s&rdquo;. N&atilde;o tem plural. Se voc&ecirc; disser: &ldquo;tenho duas prioridades&rdquo; &eacute; porque n&atilde;o tem nenhuma. Ent&atilde;o, deve estabelecer qual &eacute; a sua prioridade. Sua prioridade &eacute; o conv&iacute;vio familiar? Ent&atilde;o d&ecirc; for&ccedil;a a isso. &Eacute; a sustenta&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica? V&aacute; fundo. S&oacute; que, ao escolher, n&atilde;o sofra. &Eacute; evidente que ningu&eacute;m precisa abandonar a carreira em fun&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, mas &eacute; necess&aacute;rio buscar o equil&iacute;brio &ndash; da mesma forma como se faz para andar de bicicleta: s&oacute; h&aacute; equil&iacute;brio em movimento. Se voc&ecirc; parar, desaba. Tenha em mente que haver&aacute; momentos em que a fam&iacute;lia &eacute; o foco. Em outros, a carreira. Mas lembre-se de que a vida &eacute; mais como maratona do que como uma corrida de 100 metros rasos: voc&ecirc; n&atilde;o sai disparado feito um louco. Tem horas que vai mais r&aacute;pido, outras em que desacelera. O segredo &eacute; ir dosando&rdquo;.<br /><strong>Voc&ecirc; diz que, em um mundo de mudan&ccedil;as, nem tudo o que &eacute; antigo &eacute; velho. Como saber o que est&aacute; ultrapassado na cria&ccedil;&atilde;o dos filhos?</strong>&ldquo;No conv&iacute;vio familiar, uma coisa que &eacute; antiga, mas n&atilde;o &eacute; velha, &eacute; o respeito rec&iacute;proco. Outra &eacute; a capacidade de o adulto saber que a crian&ccedil;a &eacute; &ldquo;subordinada&rdquo; a ele, ou seja, que est&aacute; sob as suas ordens. O pai n&atilde;o pode se tornar ref&eacute;m de algu&eacute;m que ele orienta e cria. Agora, uma coisa que &eacute; velha e que deve ser descartada &eacute; o autoritarismo, a agress&atilde;o f&iacute;sica, o modo de a&ccedil;&atilde;o que acaba produzindo algum tipo de crueldade. Isso &eacute; velho e &eacute; necess&aacute;rio, sim, mudar. Na rela&ccedil;&atilde;o de conviv&ecirc;ncia em fam&iacute;lia &eacute; preciso modificar aquilo que &eacute; arcaico. O que n&atilde;o d&aacute; para perder &eacute; a honestidade, a afetividade e a gratid&atilde;o. Tudo isso vem do passado e tem que continuar&rdquo;.<br /><strong>E como os pais podem construir essa autoridade sem autoritarismo?</strong>&ldquo;O pai e a m&atilde;e t&ecirc;m que saber que ele ou ela &eacute; a autoridade.&nbsp; Ao abrir m&atilde;o disso, h&aacute; um custo. Quem se subordina a crian&ccedil;as e jovens, e t&ecirc;m sobre eles alguma responsabilidade, est&aacute; sendo leviano&rdquo;.<br /><strong>Mas voc&ecirc; acha que d&aacute; para ser amigo dos filhos?</strong>&ldquo;Claro. O que n&atilde;o pode &eacute; ser &iacute;ntimo no sentido de perder a sua autoridade. Eu tenho amizade com os meus alunos, mas isso n&atilde;o retira a autoridade nem a responsabilidade que eu tenho sobre eles como professor. H&aacute; uma frase que precisa ser deixada de lado que diz que &lsquo;o amor aceita tudo&rsquo;. Isso &eacute; uma tolice. O amor inteligente, o amor respons&aacute;vel &eacute; capaz de negar o que deve ser negado. A frase certa &eacute;: &lsquo;Porque eu te amo &eacute; que eu n&atilde;o aceito isso de voc&ecirc;&rsquo;. O amor que tudo aceita &eacute; leviano, irrespons&aacute;vel&rdquo;.<br /><strong>Atualmente, se joga muita responsabilidade na escola. Qual &eacute; o limite entre os deveres dos pais e dos professores na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as?</strong>&ldquo;&Eacute; uma coisa estranha: a escola fica quatro ou cinco horas com as crian&ccedil;as, em um dia que tem 24 horas, com 30 alunos juntos. &Eacute; um estabelecimento que deve ensinar a educa&ccedil;&atilde;o para o trabalho, educa&ccedil;&atilde;o para o tr&acirc;nsito, educa&ccedil;&atilde;o sexual, educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, art&iacute;stica, religiosa, ecol&oacute;gica e ainda portugu&ecirc;s, matem&aacute;tica, hist&oacute;ria, geografia e l&iacute;ngua estrangeira moderna. Supor que uma institui&ccedil;&atilde;o com essa carga de atividade seja capaz de dar conta daquilo que uma m&atilde;e ou um pai &eacute; que tem que ensinar a um filho ou dois &eacute; n&atilde;o entender direito o que est&aacute; acontecendo. A fun&ccedil;&atilde;o da escola &eacute; a escolariza&ccedil;&atilde;o: &eacute; o ensino, a forma&ccedil;&atilde;o social, a constru&ccedil;&atilde;o de cidadania, a experi&ecirc;ncia cient&iacute;fica e a responsabilidade social. Mas quem faz a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; a fam&iacute;lia. A escolariza&ccedil;&atilde;o &eacute; apenas uma parte do educar, n&atilde;o &eacute; tudo. J&aacute; tem personal trainer, personal stylist, agora querem personal father, personal mother. N&atilde;o d&aacute;, &eacute; inaceit&aacute;vel&rdquo;.<br /><strong>Por outro lado, os pais interferem demais na escola?</strong>&ldquo;H&aacute; uma diferen&ccedil;a entre interferir e participar. A escola tem que ser aberta &agrave; participa&ccedil;&atilde;o. Quando h&aacute; uma interfer&ecirc;ncia &eacute; sinal de que est&aacute; mal organizado. O que acontece nas escolas particulares, que s&atilde;o minoria e representam apenas 13% do total, &eacute; que muita gente n&atilde;o lida mais com a rela&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia versus escola como parceria. &Eacute; mais como se fosse um relacionamento regido pelo C&oacute;digo do Consumidor, como um cliente, como se o ensino fosse o mesmo que a aquisi&ccedil;&atilde;o de um carro. Essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; estranha e precisa ser rompida&rdquo;.<br /><strong>A educa&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero tem gerado repercuss&atilde;o no meio escolar. Como voc&ecirc; acha que as escolas devem abordar esse tema?</strong>&ldquo;Uma sociedade que n&atilde;o &eacute; capaz de atender &agrave; diversidade que a vida coloca &eacute; uma sociedade tola. &Eacute; preciso lembrar que a natureza daquilo que &eacute; macho e f&ecirc;mea est&aacute; na base biol&oacute;gica, mas o g&ecirc;nero se constr&oacute;i na conviv&ecirc;ncia social. O macho e a f&ecirc;mea v&ecirc;m da biologia. Mas o que define masculino e feminino &eacute; aquilo que vai se construindo no dia a dia. Por isso a escola tem que trazer o tema. &Eacute; claro que n&atilde;o vai incentivar uma discuss&atilde;o que seja precoce para crian&ccedil;as de 8, 9, 10 anos. Mas tamb&eacute;m n&atilde;o vai fazer com que aquele que &eacute; diferente seja entendido como estranho. Aquele que &eacute; diferente &eacute; apenas diferente, n&atilde;o &eacute; estranho. Nessa hora, &eacute; tarefa da escola acolher. Se a fam&iacute;lia n&atilde;o concorda e a escola &eacute; privada, mude a crian&ccedil;a de escola. Agora, se for uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, &eacute; um dever constitucional e republicano admitir a diversidade&rdquo;.<br /><font color="#248d6c"><br /><a href="http://www.portalraizes.com/author/portalraizes/"><strong>Portal Ra&iacute;zes - </strong></a>Na&iacute;ma Saleh<a href="http://www.portalraizes.com/author/portalraizes/"><br />&laquo;</a>http://www.portalraizes.com/educar-tambem-os-pais-mario-sergio-cortella/&raquo;</font><br /><br /></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>