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<channel><title><![CDATA[Sintra-se - Revista de imprensa]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa]]></link><description><![CDATA[Revista de imprensa]]></description><pubDate>Thu, 27 Jun 2024 12:25:42 +0100</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Aprender a pedalar vai fazer parte do currículo escolar]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/april-01st-2019]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/april-01st-2019#comments]]></comments><pubDate>Mon, 01 Apr 2019 08:40:51 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/april-01st-2019</guid><description><![CDATA[N&atilde;o &eacute; que a medida nos assuste, mas levar para a escola aquilo que s&atilde;o aprendizagens de fun&ccedil;&otilde;es motoras b&aacute;sicas, que se aprendem com a fam&iacute;lia e amigos, e torn&aacute;-las em disciplina curricular programada, parece-nos desaconselhado. Ainda por cima se n&atilde;o forem acompanhadas de "forma&ccedil;&atilde;o" c&iacute;vica aos pais que as continuam a levar at&eacute; &agrave; sala de "aula" em p&oacute;p&oacute;s. (que consideram que ir a p&eacut [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<h2 class="wsite-content-title" style="text-align:justify;"><font color="#5040ae">N&atilde;o &eacute; que a medida nos assuste, mas levar para a escola aquilo que s&atilde;o aprendizagens de fun&ccedil;&otilde;es motoras b&aacute;sicas, que se aprendem com a fam&iacute;lia e amigos, e torn&aacute;-las em disciplina curricular programada, parece-nos desaconselhado. Ainda por cima se n&atilde;o forem acompanhadas de "forma&ccedil;&atilde;o" c&iacute;vica aos pais que as continuam a levar at&eacute; &agrave; sala de "aula" em p&oacute;p&oacute;s. (que consideram que ir a p&eacute; para a escola &eacute; perigoso, andar &agrave; chuva &eacute; um horror, andar ao ao frio &eacute; um castigo!)<br />Esta medida parece querer acompanhar a moda das ciclovias, em espa&ccedil;os urbanos!!!, que parecendo querer desenvolver modos de vida "saud&aacute;veis" apenas nos induzem a inspirar mais CO2.<br />Antes a moda das rotundas agora, &agrave; falta de melhor, a das ciclovias. Na escola a aprendizagem programada de fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para nos conduzirem &agrave; sociedade de Tot&oacute;s do s&eacute;c. XXI.<br />A educa&ccedil;&atilde;o sexual, para os afetos, como forma de minimizar o bullying, a viol&ecirc;ncia no namoro e a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, n&atilde;o ser&aacute; mais importante?<br />J&aacute; agora, porque n&atilde;o tamb&eacute;m trotinetes el&eacute;tricas com gps? Seria o (h)lobbie completo.</font></h2>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/bikes_orig.png" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <h2 class="wsite-content-title" style="text-align:justify;"><br /><br /><br />Aprender a pedalar ser&aacute;, nos pr&oacute;ximos anos, obrigat&oacute;rio para as crian&ccedil;as a partir do ensino b&aacute;sico. A estrat&eacute;gia do Governo vai ao encontro de uma ideia quase consensual: a de fazer das crian&ccedil;as for&ccedil;a de mudan&ccedil;a de comportamentos. Jos&eacute; Mendes, Secret&aacute;rio de Estado Adjunto e da Mobilidade, recorda o que se passou com a reciclagem para explicar a mais recente aposta, agora no que a mobilidade diz respeito. A contamina&ccedil;&atilde;o, esperam, ser&aacute; grande. &ldquo;As crian&ccedil;as t&ecirc;m uma capacidade de sensibiliza&ccedil;&atilde;o enorme&rdquo;, disse ao P&Uacute;BLICO. A &ldquo;pedagogia&rdquo; &agrave; boleia dos mais novos, que no caso da mobilidade e ambiente abarca uma quase &ldquo;altera&ccedil;&atilde;o de paradigma&rdquo;, pode ser uma forma de fazer quem est&aacute; &agrave; volta &ldquo;copiar&rdquo; comportamentos. &ldquo;Todos os alunos ter&atilde;o a oportunidade de aprender a pedalar, num processo de forma&ccedil;&atilde;o faseado ao longo dos v&aacute;rios n&iacute;veis de escolaridade&rdquo;, l&ecirc;-se na Estrat&eacute;gia Nacional para a Mobilidade Activa apresentada nesta quinta-feira. No 1&ordm; ciclo as aulas ser&atilde;o em contexto protegido, nos 2&ordm;, 3&ordm; ciclos e secund&aacute;rio haver&aacute; uma passagem para o espa&ccedil;o p&uacute;blico.<br /><br />Este foco nas crian&ccedil;as e jovens em idade escolar quer &ldquo;criar condi&ccedil;&otilde;es para uma mudan&ccedil;a dr&aacute;stica de comportamentos nas novas gera&ccedil;&otilde;es&rdquo;. Em resumo: &ldquo;A educa&ccedil;&atilde;o para a mobilidade activa e sustent&aacute;vel, e para a cidadania rodovi&aacute;ria ser&aacute; providenciada a partir do pr&eacute;-escolar, e continuada nos n&iacute;veis seguintes, incentivando o uso partilhado e respons&aacute;vel do espa&ccedil;o p&uacute;blico.&rdquo; E essa forma&ccedil;&atilde;o ser&aacute; &ldquo;te&oacute;rica e pr&aacute;tica&rdquo;, refor&ccedil;a Jos&eacute; Mendes. &ldquo;Hoje vemos muita falta de cidadania rodovi&aacute;ria&rdquo;, lamenta, e a aposta passa, por exemplo, por &ldquo;ensinar regras&rdquo; ou conceitos como &ldquo;condu&ccedil;&atilde;o defensiva&rdquo;. Tanto a ciclistas como a futuros condutores de autom&oacute;veis. Por causa da aposta nos mais novos, est&aacute; a ser estudado o &ldquo;alargamento da cobertura do seguro escolar&rdquo;, havendo a possibilidade de incluir protec&ccedil;&atilde;o nos acidentes que envolvem alunos que se deslocam para a escola com veloc&iacute;pede. Os adultos que n&atilde;o sabem pedalar n&atilde;o ficam, ainda assim, de fora. Haver&aacute; um &ldquo;quadro de refer&ecirc;ncia nacional para ensinar a pedalar&rdquo;, com &ldquo;desenvolvimento de compet&ecirc;ncias para pedalar em condi&ccedil;&otilde;es de conforto e seguran&ccedil;a, em contexto protegido (n&iacute;vel b&aacute;sico) e em meio rodovi&aacute;rio (n&iacute;vel avan&ccedil;ado)&rdquo;. E aqui ser&aacute; preciso, tamb&eacute;m, formar e certificar monitores.<br /><br />O &ldquo;aperfei&ccedil;oamento&rdquo; do C&oacute;digo da Estrada implica tamb&eacute;m uma parte formativa. A forma&ccedil;&atilde;o para obter uma carta de condu&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos motorizados ter&aacute; uma &ldquo;s&oacute;lida componente espec&iacute;fica orientada para a protec&ccedil;&atilde;o dos utilizadores mais vulner&aacute;veis da rodovia, e para a redu&ccedil;&atilde;o progressiva e generalizada da sinistralidade&rdquo;. Outra forma de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; junto de pessoas com defici&ecirc;ncia. Porque a actividade f&iacute;sica e um estilo de vida saud&aacute;vel s&atilde;o importantes factores de reabilita&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o e favorecem a auto-estima e autonomia destas pessoas, ser&atilde;o &ldquo;garantidas condi&ccedil;&otilde;es apropriadas para aprender a pedalar e para a pr&aacute;tica em contexto de recreio ou de desloca&ccedil;&otilde;es quotidianas&rdquo;. Como? Com &ldquo;empr&eacute;stimo de bicicletas, cadeiras de rodas e disponibiliza&ccedil;&atilde;o de outros equipamentos adaptados, particularmente em contexto escolar e em institui&ccedil;&otilde;es do sector&rdquo;, l&ecirc;-se no documento.<br /><br /><span>Mariana Correia Pinto (P&uacute;blico)<br /><span id="selectionBoundary_1554106448138_14567133750127637" style="line-height: 0; display: none;" class="rangySelectionBoundary">&#65279;</span></span><br /><font color="#508d24"><span>&laquo;</span>https://www.publico.pt/2019/03/29/sociedade/noticia/aprender-pedalar-vai-parte-curriculo-escolar-1867220?fbclid=IwAR1bBtOPMA110CkO7K-hTKe1n0WRvXsZAmeKsHTxmE6VFNIdxgzrBTgB9Hg&raquo;</font><br /></h2>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A operação PISA]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-operacao-pisa]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-operacao-pisa#comments]]></comments><pubDate>Sat, 07 Jan 2017 06:52:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-operacao-pisa</guid><description><![CDATA[&Eacute; por completa ignor&acirc;ncia do que s&atilde;o os testes PISA que dos seus resultados se tiram conclus&otilde;es sobre a melhoria da escola e da prepara&ccedil;&atilde;o dos alunos.         Assistimos nas duas &uacute;ltimas semanas a uma aberrante alian&ccedil;a entre os que criticam a ideologia da avalia&ccedil;&atilde;o e os que entendem que a escola e os alunos devem ser continuamente submetidos a uma &ldquo;monitoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; como factor de exig&ecirc;ncia. Ambos o [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>&Eacute; por completa ignor&acirc;ncia do que s&atilde;o os testes PISA que dos seus resultados se tiram conclus&otilde;es sobre a melhoria da escola e da prepara&ccedil;&atilde;o dos alunos.<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/dddd.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">Assistimos nas duas &uacute;ltimas semanas a uma aberrante alian&ccedil;a entre os que criticam a ideologia da avalia&ccedil;&atilde;o e os que entendem que a escola e os alunos devem ser continuamente submetidos a uma &ldquo;monitoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; como factor de exig&ecirc;ncia. Ambos os sectores se regozijaram com o sucesso obtido pelos alunos portugueses nos testes PISA e, por conseguinte, com o ranking de Portugal no universo dos pa&iacute;ses da OCDE. Uma paz duradoura teria unido os dois campos se n&atilde;o fosse uma diverg&ecirc;ncia quanto &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;ritos e a reivindica&ccedil;&atilde;o dos louros pelas inst&acirc;ncias ministeriais. O pr&eacute;mio maior coube aos professores (mais at&eacute; do que aos alunos), pois &agrave; partida ningu&eacute;m dava nada por eles. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil ser professor quando a escola &eacute; a institui&ccedil;&atilde;o mais sacrificada pelos poderes que se legitimam pelos crit&eacute;rios da &ldquo;opini&atilde;o&rdquo; e j&aacute; n&atilde;o tem validade a regra que diz: &ldquo;a fam&iacute;lia educa e a escola instrui&rdquo;.<br /><br />Os dois campos n&atilde;o se aliaram apenas num comum regozijo. Aliaram-se tamb&eacute;m na difus&atilde;o de uma ideia fraudulenta do que s&atilde;o os testes PISA (acr&oacute;nimo de Program for International Student Assessment). Eles n&atilde;o avaliam a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos fixados pelos programas escolares, mas as compet&ecirc;ncias ou atitudes entendidas como necess&aacute;rias para uma vida adulta aut&oacute;noma, para resolver os problemas da &ldquo;vida real&rdquo; e da &ldquo;vida futura&rdquo;. &Eacute; verdade que os testes n&atilde;o s&atilde;o estranhos aos objectivos fundamentais dos sistemas de ensino (e, nesse sentido, t&ecirc;m um valor indicativo) mas n&atilde;o se referem a um &ldquo;<em>corpus</em>&rdquo; de conhecimentos que fazem parte dos programas escolares. S&atilde;o testes que medem &ldquo;compet&ecirc;ncias gerais&rdquo; (por exemplo, pede-se ao aluno que descubra as regras do funcionamento de um novo aparelho de ar condicionado cujo manual de instru&ccedil;&otilde;es se perdeu), ou seja, o grau de literacia em tr&ecirc;s dom&iacute;nios: a leitura, as ci&ecirc;ncias e a matem&aacute;tica. &ldquo;Literacia&rdquo; e &ldquo;compet&ecirc;ncia&rdquo; s&atilde;o palavras-chave do idioma PISA. N&atilde;o se trata de saber a matem&aacute;tica dos programas escolares, mas de ter um certo grau de literacia na &ldquo;cultura matem&aacute;tica&rdquo;; tamb&eacute;m n&atilde;o se trata de saber ler os textos que geralmente parecem nos manuais escolares, mas de saber preencher formul&aacute;rios e lidar com documentos oficiais. Aos 15 anos, um aluno ter&aacute; aprendido na escola que ler n&atilde;o &eacute; apenas decifrar e que a compreens&atilde;o de um texto (sobretudo de um texto liter&aacute;rio), implica uma s&eacute;rie de opera&ccedil;&otilde;es complexas. Ora, nada disto importa &agrave; literacia testada pelos exerc&iacute;cios PISA. Miser&aacute;vel e incompetente seria a escola que transpusesse para os seus m&eacute;todos e os seus programas o que &eacute; requerido pelo PISA. Uma das cr&iacute;ticas mais insistentes a estes testes (sim, eles s&atilde;o muito criticados, ainda que por c&aacute; s&oacute; suscitem um respeito venerando) &eacute; o facto de colocarem quest&otilde;es bizarras sobre situa&ccedil;&otilde;es irreais; e de avaliarem saberes, aquisi&ccedil;&otilde;es e comportamentos estritamente mim&eacute;ticos; e de estarem obcecados com a &ldquo;literacia&rdquo; e as &ldquo;compet&ecirc;ncias&rdquo; enquanto ferramentas para a vida pragm&aacute;tica e para a integra&ccedil;&atilde;o nos mercados (sim, porque estes testes n&atilde;o s&atilde;o nada neutros). Mas tamb&eacute;m s&atilde;o criticados por isto: as &ldquo;performances&rdquo; dos alunos testados variam consoante eles foram mais ou menos treinados pelos professores para superar as manhas e os truques dos testes e evitar as armadilhas. De tal modo que uma das cr&iacute;ticas mais frequentes &eacute; a de que eles n&atilde;o medem o que pretendem medir.<br /><br />Os testes PISA s&atilde;o uma esp&eacute;cie de rendimento intelectual m&iacute;nimo para pobres escolarizados. Pobre da escola, pobres dos alunos, pobres dos professores, quando legitimados por um capital que, embora n&atilde;o devam negligenciar, &eacute; de fraco rendimento e perigoso como orienta&ccedil;&atilde;o.<br /><br /><font color="#248d6c"><strong>Ant&oacute;nio Guerreiro</strong>&nbsp; -&nbsp; P&Uacute;BLICO<br />&laquo;https://www.publico.pt/2016/12/16/culturaipsilon/noticia/a-operacao-pisa-1754660</font><br /><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A ESCOLA DO FUTURO]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-escola-do-futuro]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-escola-do-futuro#comments]]></comments><pubDate>Thu, 29 Dec 2016 12:13:47 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-escola-do-futuro</guid><description><![CDATA[A escola do futuro ser&aacute; muito diferente da atual que j&aacute; tem o modelo de 150 anos, o qual est&aacute; a chegar ao fim. A ideia, de Ant&oacute;nio Sampaio da N&oacute;voa, foi sublinhada no passado dia 7, na Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Castelo Branco, no &acirc;mbito de um col&oacute;quio promovido pela Associa&ccedil;&atilde;o HiscultEduca, sobre "Faria de Vasconcelos nos meandros da educa&ccedil;&atilde;o integral e da escola nova: do passado ao futuro". No entende [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>A escola do futuro ser&aacute; muito diferente da atual que j&aacute; tem o modelo de 150 anos, o qual est&aacute; a chegar ao fim. A ideia, de Ant&oacute;nio Sampaio da N&oacute;voa, foi sublinhada no passado dia 7, na Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Castelo Branco, no &acirc;mbito de um col&oacute;quio promovido pela Associa&ccedil;&atilde;o HiscultEduca, sobre "Faria de Vasconcelos nos meandros da educa&ccedil;&atilde;o integral e da escola nova: do passado ao futuro". No entender deste investigador, ex-reitor da Universidade de Lisboa, "a mudan&ccedil;a da escola acontece no tempo de vida da gera&ccedil;&atilde;o que hoje est&aacute; nas universidades. V&atilde;o ser os jovens que est&atilde;o nas universidades que v&atilde;o estar na transi&ccedil;&atilde;o da escola".<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/published/sampaio-1.jpg?1483014087" alt="Imagem" style="width:626;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&Agrave; margem da confer&ecirc;ncia, Ant&oacute;nio N&oacute;voa abordou esta quest&atilde;o com o Ensino Magazine, numa conversa curta mas objetiva, o professor catedr&aacute;tico da Universidade de Lisboa explicou a sua convic&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; escola e &agrave;quilo que ela pode mudar.<br /><br /><strong><strong>Referiu que v&atilde;o ser os jovens que est&atilde;o nas universidades que v&atilde;o fazer a transi&ccedil;&atilde;o para uma nova escola. Como &eacute; que os jovens podem mudar a escola?</strong></strong><br /><br />A pergunta &eacute; muito interessante. A minha hip&oacute;tese de reflex&atilde;o &eacute; que pela primeira vez na hist&oacute;ria v&atilde;o ser os jovens a mudar a escola. Ou seja ela n&atilde;o vai mudar nem por pol&iacute;ticas educativas, nem por decretos, nem por leis, nem por teorias pedag&oacute;gicas. Vai mudar pelos jovens, no sentido em que os jovens hoje pensam de maneira diferente de n&oacute;s, t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o com o conhecimento muito diferente - &eacute; claro que estamos a falar da revolu&ccedil;&atilde;o digital, da revolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento, da conetividade. Isto introduz maneiras de utiliza&ccedil;&atilde;o do c&eacute;rebro e do conhecimento diferentes. E essa diferen&ccedil;a vai exigir uma escola diferente. Michel Serres, um fil&oacute;sofo franc&ecirc;s, escreveu um livro chamado "Polegarzinha" - a gera&ccedil;&atilde;o que pensa com a ponta dos dedos, onde ele diz que s&oacute; houve tr&ecirc;s revolu&ccedil;&otilde;es: a primeira foi quando invent&aacute;mos a escrita. E isso mudou tudo. Mudou a na nossa rela&ccedil;&atilde;o, a nossa rela&ccedil;&atilde;o com o conhecimento, com a mem&oacute;ria, na nossa utiliza&ccedil;&atilde;o do c&eacute;rebro. A segunda foi a revolu&ccedil;&atilde;o do livro, h&aacute; 500 anos, com Gutemberg. E a terceira grande revolu&ccedil;&atilde;o &eacute; hoje, e est&aacute; a mudar. Esta mudan&ccedil;a vai ter que ser trazida para dentro da escola, ou a escola vai perder sentido. Estamos numa fase de grande transi&ccedil;&atilde;o do ponto de vista da escola e dos modelos escolares.<br /><br /><strong>Isso obriga a que tamb&eacute;m os docentes se adaptem a novas realidades. Muitas vezes os alunos, sobre alguns assuntos, sabem mais que o professor?<br /></strong><br />Sabem coisas diferentes neste caos que &eacute; a internet e a &laquo;nuvem&raquo;. Muitas vezes os alunos sabem coisas muito complicadas e n&atilde;o sabem as mais b&aacute;sicas. &Agrave;s vezes sabem coisas muito abstratas. Ou seja, &agrave;s vezes parece que isto est&aacute; ao contr&aacute;rio. Aquela linearidade do conhecimento, do mais simples para o mais complexo, do mais concreto para o mais abstrato. Tudo isso est&aacute; posto em causa, porque a profus&atilde;o de conhecimentos e a maneira como os jovens se relacionam com os conhecimentos &eacute; totalmente diferente. O professor vai ter um papel important&iacute;ssimo no futuro, mas que &eacute; diferente. N&atilde;o ter&aacute; um papel de dar aulas, de mero transmissor de conhecimento, mas de algu&eacute;m que trabalha o conhecimento com os alunos. E o conhecimento &eacute; sempre o essencial, &eacute; a mat&eacute;ria-prima da educa&ccedil;&atilde;o. Mas uma coisa &eacute; transmitir o conhecimento a partir de uma sebenta numa aula, outra &eacute; trabalh&aacute;-lo com os alunos, coloc&aacute;-los em grupo, dar-lhe temas para estudarem e para pesquisarem, ir construindo com eles. Falo de uma aprendizagem individual, mas tamb&eacute;m de pequenos grupos. Uma aprendizagem com aulas, de vez em quando, que ser&atilde;o importantes para sistematizar o conhecimento. Pois, aula atr&aacute;s de aula e atr&aacute;s de aula &eacute; uma coisa que n&atilde;o tem sentido. As crian&ccedil;as e os jovens precisam de outra coisa e os professores t&ecirc;m que se adaptar.<br /><br /><strong>E &eacute; nessa perspetiva que entra a quest&atilde;o do ensino superior?</strong><br /><br />&Eacute;, porque &eacute; imposs&iacute;vel formar professores para esta escola que queremos, nos modelos pedag&oacute;gicos atuais no ensino superior e nas universidades, os quais s&atilde;o fechados, tradicionais, em que n&atilde;o se respira, em que os alunos s&atilde;o tratados como gente que n&atilde;o sabe nada, quando muitas vezes eles t&ecirc;m acesso ao conhecimento muito superior ao dos professores pela sua facilidade no dom&iacute;nio do digital. Isto &eacute; um potencial que deve ser aproveitado. E o professor deve ser capaz de aproveitar esse potencial para depois dar sequ&ecirc;ncia a esse conhecimento.<br /><br /><strong>Isso vai obrigar a que escola se abra &agrave;s novas tecnologias e que os alunos as possam usar?<br /><br /></strong>O nosso dia a dia est&aacute; dominado por isso. Faz parte da vida. Faz parte da escola. Dizem: mas isso &eacute; um elemento de distra&ccedil;&atilde;o. Mas pode n&atilde;o ser. Pode ser um instrumento de trabalho, de aprendizagem, de conhecimento. Perguntar se as novas tecnologias t&ecirc;m ou n&atilde;o lugar dentro da escola, &eacute; quase uma pergunta que se chegou a fazer h&aacute; 500 anos atr&aacute;s, se os livros deveriam entrar na escola ou n&atilde;o. Na altura o ensino era de memoriza&ccedil;&atilde;o, e naquela altura diziam que o livro os iria distrair, pois precisavam de memorizar. Que tinha l&aacute; as informa&ccedil;&otilde;es e que se podia ir consultar quando se quisesse, pelo que o melhor era o livro n&atilde;o entrar no ensino. Ou seja tudo isto n&atilde;o faz sentido. O digital faz parte da vida. Ele tem que ser utilizado. &Eacute; um potencial impressionante.<br /><font color="#248d6c"><br />Entrevista in ENSINO MAGAZINE<br />&laquo;http://ensino.eu/ensino-magazine/dezembro-2016/entrevista/aescoladofuturo.aspx&raquo;</font><br /><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Ministério quer alargar língua gestual a todos os alunos ]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ministerio-quer-alargar-lingua-gestual-a-todos-os-alunos]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ministerio-quer-alargar-lingua-gestual-a-todos-os-alunos#comments]]></comments><pubDate>Sat, 17 Dec 2016 11:33:37 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ministerio-quer-alargar-lingua-gestual-a-todos-os-alunos</guid><description><![CDATA[L&iacute;ngua gestual portuguesa pode ser aprendida pelo menos nas escolas de refer&ecirc;ncia para surdos. Deputados votam amanh&atilde; v&aacute;rios projetos sobre o assunto. Governo est&aacute; recetivo         Entre os cerca de mil alunos da Escola Art&iacute;stica Soares dos Reis, no Porto, h&aacute; 15 estudantes surdos distribu&iacute;dos por sete turmas. Neste momento, os ouvintes n&atilde;o t&ecirc;m qualquer forma&ccedil;&atilde;o para comunicar com os colegas surdos, mas esta realida [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote><strong>L&iacute;ngua gestual portuguesa pode ser aprendida pelo menos nas escolas de refer&ecirc;ncia para surdos. Deputados votam amanh&atilde; v&aacute;rios projetos sobre o assunto. Governo est&aacute; recetivo</strong><br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/ss_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><font color="#2a2a2a">Entre os cerca de mil alunos da Escola Art&iacute;stica Soares dos Reis, no Porto, h&aacute; 15 estudantes surdos distribu&iacute;dos por sete turmas. Neste momento, os ouvintes n&atilde;o t&ecirc;m qualquer forma&ccedil;&atilde;o para comunicar com os colegas surdos, mas esta realidade pode estar prestes a mudar. Amanh&atilde;, o Bloco de Esquerda, o PS, o PCP, o CDS-PP e o PEV levam &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica v&aacute;rios projetos de resolu&ccedil;&atilde;o sobre o tema, que visam o ensino de l&iacute;ngua gestual portuguesa (LPG) a ouvintes, pelo menos nas 17 escolas de refer&ecirc;ncia para a educa&ccedil;&atilde;o bilingue. Uma medida que j&aacute; est&aacute; a ser estudada pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (ME).</font><br /><br /><span></span><font color="#2a2a2a">Contactado pelo DN, o gabinete de Tiago Brand&atilde;o Rodrigues adianta que o ME "recebeu a Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Associa&ccedil;&otilde;es de Surdos e disponibilizou-se para, no quadro do trabalho em curso sobre o curr&iacute;culo, estimular que, sobretudo nas escolas de refer&ecirc;ncia para surdos, todos os alunos possam ter de aulas de LGP".</font><br /><span></span><font color="#2a2a2a">C&acirc;ndida Amorim, respons&aacute;vel pelo grupo de educa&ccedil;&atilde;o especial/ surdez da Soares dos Reis, que &eacute; escola de refer&ecirc;ncia, explica ao DN que "h&aacute; entendimento" entre ouvintes e surdos na escola, "mas de forma experimental." Enquanto os ouvintes "procuram saber como comunicar e perguntam aos interpretes o que t&ecirc;m de fazer, os estudantes surdos aprenderam a fazer leitura labial." Para a respons&aacute;vel, era "muito importante" que a comunidade escolar pudesse aprender a l&iacute;ngua. "As escolas de refer&ecirc;ncia s&atilde;o bilingues. Isso s&oacute; faz sentido quando h&aacute; uma maior equidade no tratamento das duas l&iacute;nguas."</font><br /><span></span><font color="#2a2a2a">De acordo com os dados do ME, existem 504 alunos surdos em Portugal, distribu&iacute;dos pelas escolas de refer&ecirc;ncia e por 16 unidades org&acirc;nicas onde existem "os recursos necess&aacute;rios". Nas escolas de refer&ecirc;ncia contactadas pelo DN h&aacute; turmas s&oacute; de alunos surdos e h&aacute; casos em que estes est&atilde;o integrados em turmas com ouvintes. E h&aacute; escolas onde &eacute; ensinada a l&iacute;ngua gestual aos ouvintes, mas de forma pontual.</font><br /><span></span><font color="#2a2a2a">&Eacute; o que acontece no agrupamento de escolas D. Maria II, em Braga, onde existem 81 alunos surdos. "No 1.&ordm; ciclo, damos forma&ccedil;&atilde;o de car&aacute;cter facultativo aos alunos ouvintes e tamb&eacute;m fazemos a&ccedil;&otilde;es para pais e funcion&aacute;rios. Mas isso est&aacute; sempre dependente da sensibilidade e dos recursos das escolas", explica ao DN Jo&atilde;o Lu&iacute;s Leite, diretor do agrupamento. J&aacute; no agrupamento Jo&atilde;o de Deus, no Algarve, onde estudam 35 alunos surdos, a l&iacute;ngua gestual j&aacute; faz parte da oferta complementar para o 3.&ordm; e o 4.&ordm; ano. "Sobretudo nos agrupamentos de refer&ecirc;ncia, seria &uacute;til que os ouvintes aprendessem a l&iacute;ngua gestual, porque tornaria a comunica&ccedil;&atilde;o mais f&aacute;cil entre todos os alunos. Al&eacute;m disso, podiam praticar com os colegas", refere Carlos Lu&iacute;s, diretor do agrupamento.</font><br /><span></span><font color="#2a2a2a">No distrito de Coimbra, o agrupamento de escolas Coimbra Centro &eacute; o &uacute;nico de refer&ecirc;ncia para a educa&ccedil;&atilde;o bilingue. A diretora, Cristina Ferr&atilde;o, adianta que est&aacute; a "pensar seriamente introduzir, no pr&oacute;ximo ano, uma atividade de enriquecimento curricular (AEC) de l&iacute;ngua gestual". "Acho &oacute;timo que os alunos aprendam. Sempre que poss&iacute;vel j&aacute; o fazemos, mas de forma pontual."</font><br /><span></span><font color="#2a2a2a">A cria&ccedil;&atilde;o de uma AEC de l&iacute;ngua gestual &eacute; uma das propostas do BE, que tamb&eacute;m sugere o ensino de l&iacute;ngua gestual aos ouvintes nas escolas de refer&ecirc;ncia, aulas &agrave; comunidade em geral (j&aacute; disponibilizadas por algumas escolas) e a integra&ccedil;&atilde;o dos atuais formadores no Estatuto da Carreira Docente, como "Professores de L&iacute;ngua Gestual Portuguesa". Ao DN, o deputado Jorge Falcato explica que o objetivo dos tr&ecirc;s projetos &eacute; "normalizar a exist&ecirc;ncia da l&iacute;ngua gestual", que j&aacute; foi reconhecida h&aacute; quase 20 anos. "Para haver igualdade de oportunidades, &eacute; necess&aacute;rio que haja mais gente a falar l&iacute;ngua gestual", afirma.</font><br /><span></span><font color="#2a2a2a">Jorge Falcato diz que &eacute; preciso que seja "uma l&iacute;ngua de uso normal" para que haja "uma inclus&atilde;o social efetiva". "Os alunos est&atilde;o numa escola que se diz inclusiva, mas est&atilde;o segregados, n&atilde;o comunicam com o resto da comunidade." Segundo o deputado do BE, a ideia &eacute; "institucionalizar" as aulas "como uma pr&aacute;tica recorrente" para os alunos que queiram aprender.</font><br /><span></span><font color="#2a2a2a">O facto de os profissionais que d&atilde;o as aulas de l&iacute;ngua gestual portuguesa serem considerados t&eacute;cnicos e n&atilde;o professores &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o partilhada tamb&eacute;m por diretores de escolas e associa&ccedil;&otilde;es de surdos. Para Pedro Costa, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Associa&ccedil;&otilde;es de Surdos, um dos desafios "&eacute; conseguir o c&oacute;digo de recrutamento para os docentes de L&iacute;ngua Gestual Portuguesa como primeira prioridade e depois criar um programa de ensino de L&iacute;ngua Gestual Portuguesa como segunda l&iacute;ngua para as crian&ccedil;as/alunos ouvintes".</font><br /><br /><span></span><font color="#2a2a2a">Para disponibilizar a LGP aos ouvintes ser&aacute; necess&aacute;rio, na maioria dos casos, contratar docentes. Na Soares dos Reis, C&acirc;ndida Amorim revela que os alunos surdos "n&atilde;o t&ecirc;m sequer a totalidade do curr&iacute;culo de LGP" porque a professora partilha o tempo com a Escola Alexandre Herculano. "&Eacute; dif&iacute;cil gerir a disciplina por falta de coloca&ccedil;&atilde;o de docentes."<br /><br /><font color="#248d6c"><strong>Joana Capucho&nbsp; -&nbsp; DN</strong><br />&laquo;http://www.dn.pt/sociedade/interior/ministerio-quer-alargar-lingua-gestual-a-todos-os-alunos-5553020.html&raquo;</font></font><br /><br /><span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Ministro da Educação leva 32 páginas de sugestões de alunos]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ministro-da-educacao-leva-32-paginas-de-sugestoes-de-alunos]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ministro-da-educacao-leva-32-paginas-de-sugestoes-de-alunos#comments]]></comments><pubDate>Wed, 09 Nov 2016 15:58:56 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ministro-da-educacao-leva-32-paginas-de-sugestoes-de-alunos</guid><description><![CDATA[O ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, Tiago Brand&atilde;o Rodrigues, revelou hoje que leva 32 p&aacute;ginas de sugest&otilde;es deixadas pelos estudantes, durante a confer&ecirc;ncia "A voz dos alunos", e que ter&aacute; em conta algumas, quando mudar os curr&iacute;culos.          [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote>O ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, Tiago Brand&atilde;o Rodrigues, revelou hoje que leva 32 p&aacute;ginas de sugest&otilde;es deixadas pelos estudantes, durante a confer&ecirc;ncia "A voz dos alunos", e que ter&aacute; em conta algumas, quando mudar os curr&iacute;culos.<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/4-cute_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[a insustentável LEVEZA da IGNORÂNCIA]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-insustentavel-leveza-da-ignorancia]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-insustentavel-leveza-da-ignorancia#comments]]></comments><pubDate>Sun, 06 Nov 2016 11:25:49 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/a-insustentavel-leveza-da-ignorancia</guid><description><![CDATA[(entrevista a)&nbsp; Richard Zimler: Vota&ccedil;&atilde;o reflete sistema de educa&ccedil;&atilde;o americanoA vota&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais nos Estados Unidos ir&aacute; ser um reflexo do sistema de educa&ccedil;&atilde;o norte-americano, segundo o escritor Richard Zimler, nascido em Nova Iorque mas que escolheu Portugal para viver h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas.         &ldquo;Infelizmente &eacute; um sinal p&eacute;ssimo do sistema de educa&ccedil;&ati [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote><font size="5">(entrevista a)&nbsp; Richard Zimler: <br />Vota&ccedil;&atilde;o reflete sistema de educa&ccedil;&atilde;o americano</font><br /><br />A vota&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais nos Estados Unidos ir&aacute; ser um reflexo do sistema de educa&ccedil;&atilde;o norte-americano, segundo o escritor Richard Zimler, nascido em Nova Iorque mas que escolheu Portugal para viver h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas.<br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/thumbs-web-sapo-io_1_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&ldquo;Infelizmente &eacute; um sinal p&eacute;ssimo do sistema de educa&ccedil;&atilde;o norte-americano&rdquo;, respondeu &agrave; Lusa o tamb&eacute;m jornalista e professor norte-americano naturalizado portugu&ecirc;s quando questionado sobre o desenrolar das elei&ccedil;&otilde;es presid&ecirc;ncias nos Estados Unidos e o surgimento de um candidato com o perfil como o do empres&aacute;rio Donald Trump.<br /><br /><span></span>Os Estados Unidos elegem a 8 de novembro o 45.&ordm; Presidente da hist&oacute;ria norte-americana, num ato eleitoral disputado pela primeira mulher candidata de um grande partido, Hillary Clinton (democrata), e pelo controverso multimilion&aacute;rio Donald Trump (republicano). Nesse mesmo dia, tamb&eacute;m v&atilde;o a votos mais de 450 cargos legislativos do Congresso norte-americano.<br /><span></span>&ldquo;Existe um fen&oacute;meno estranho nos Estados Unidos que quase n&atilde;o existe na Europa: a palavra intelectual tem uma conota&ccedil;&atilde;o negativa. Quem tem mais conhecimento &eacute; uma pessoa suspeita, duvidosa. Temos [nos Estados Unidos] muitos milh&otilde;es de pessoas - e isto vai parecer muito estranho - que valorizam a sua pr&oacute;pria ignor&acirc;ncia. Que orgulham-se de ser ignorantes, de n&atilde;o conhecer o resto do mundo, de n&atilde;o conhecer bem os temas mais importantes e que realmente s&oacute; valorizam os Estados Unidos como o pa&iacute;s mais poderoso, mais interessante, com gente mais rica&rdquo;, real&ccedil;ou.<br /><span></span>Tais pessoas, segundo Richard Zimler, representam a ideia de "uma Am&eacute;rica muito isolada" que &ldquo;mete medo&rdquo;, porque &eacute; &ldquo;menos tolerante, mais racista, mais homof&oacute;bica, mais mis&oacute;gina&rdquo;.<br /><span></span>Para o escritor, n&atilde;o &eacute; preciso uma pessoa ser doutorada em estat&iacute;stica para compreender a liga&ccedil;&atilde;o direta entre escolaridade e a vota&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;ximo dia 8 de novembro.<br /><span></span>&ldquo;Um mapa muito interessante dos Estados Unidos que se pode fazer &eacute; o mapa de vota&ccedil;&atilde;o segundo os n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o. Nos estados em que o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais alto, como Nova Iorque, Massachusetts, Connecticut, Vermont, Calif&oacute;rnia, eles s&atilde;o claramente a favor de Hillary Clinton com uma vantagem grande, e os estados em que os n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais baixos, como Mississippi, Alabama, Arkansas, est&aacute; a ganhar Trump&rdquo;, exemplificou.<br /><span></span>E refor&ccedil;ou: &ldquo;Uma pessoa formada, instru&iacute;da, que tem conhecimento do mundo e dos Estados Unidos, que valoriza a ci&ecirc;ncia, a l&iacute;ngua, a multiplicidade de etnias, que valoriza tudo isto n&atilde;o vai votar em Trump&rdquo;.<br /><span></span>Richard Zimler tem acompanhado com interesse o atual processo eleitoral, mas admitiu que necessita de manter &ldquo;uma certa dist&acirc;ncia&rdquo;, porque a troca de contesta&ccedil;&otilde;es e de argumentos atingiu um n&iacute;vel de tal maneira sujo que o deixa incomodado.<br /><span></span>Tamb&eacute;m deu um conselho &uacute;til para os interessados nesta mat&eacute;ria. &ldquo;O que &eacute; importante &eacute; seguir as sondagens nos estados-chave, porque o equil&iacute;brio entre os dois candidatos &eacute; tal que quem ganhar estes estados-chave [tamb&eacute;m conhecidos como &ldquo;swing states&rdquo;] vai ganhar a elei&ccedil;&atilde;o. Ou seja, se Hillary Clinton ganhar Virg&iacute;nia, Carolina do Norte, Michigan, Wisconsin, Pensilv&acirc;nia ou Ohio ela ganha, se Trump ganhar estes estados ele ganha&rdquo;, apontou.<br /><span></span>E a partir do dia 9 de novembro? &ldquo;Estas elei&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m duas consequ&ecirc;ncias muito importantes. Uma das consequ&ecirc;ncias &eacute; para o resto do mundo. Se o Trump ganhar, ele n&atilde;o tem qualquer experi&ecirc;ncia diplom&aacute;tica (&hellip;), n&atilde;o sabe lidar com l&iacute;deres estrangeiros, n&atilde;o domina bem a linguagem de economia ou de pol&iacute;tica (&hellip;) n&atilde;o acredita nas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas&rdquo;, disse Richard Zimler, salientando que tal aus&ecirc;ncia de qualidades governativas poder&aacute; originar um mapa-mundo ainda mais dilacerado por conflitos.<br /><span></span>A outra consequ&ecirc;ncia identificada pelo jornalista americano &eacute; interna e est&aacute; relacionada com o Supremo Tribunal, a mais alta inst&acirc;ncia judicial nos Estados Unidos.<br /><span></span>&ldquo;O Supremo Tribunal interpreta as leis de todos os estados, dos 50 estados, e pode determinar assuntos t&atilde;o importantes como a discriminiza&ccedil;&atilde;o do aborto ou o casamento dos homossexuais. Os ju&iacute;zes t&ecirc;m uma import&acirc;ncia gigantesca e o pr&oacute;ximo Presidente provavelmente vai ter a oportunidade de nomear quatro ju&iacute;zes [a inst&acirc;ncia &eacute; composta por um total de nove ju&iacute;zes]&rdquo;, destacou.<br /><span></span>&ldquo;O novo Presidente vai determinar a orienta&ccedil;&atilde;o legislativa e pol&iacute;tica dos pr&oacute;ximos 20 anos. Tem uma import&acirc;ncia gigantesca&rdquo;, frisou o escritor.<br /><span></span>J&aacute; Hillary Clinton &ndash; o nome que Richard Zimler admitiu ter assinalado no seu boletim de voto entretanto enviado para o estado de Nova Iorque &ndash; tem dois grandes problemas para enfrentar.<br /><span></span>&ldquo;H&aacute; uma minoria de americanos, e ningu&eacute;m fala disso, que n&atilde;o gostam de ver uma mulher com poder, uma mulher que vai ser Presidente, uma mulher inteligente, capaz e que fala abertamente sobre as suas opini&otilde;es. Ningu&eacute;m vai dizer isso, mas &eacute; um facto&rdquo;, lamentou.<br /><span></span>O outro obst&aacute;culo s&atilde;o as liga&ccedil;&otilde;es fortes que a candidata democrata sempre teve ao &ldquo;sistema&rdquo;, nomeadamente aos grandes bancos ou ao aparelho pol&iacute;tico.<br /><span></span>&ldquo;Ela n&atilde;o &eacute; uma &lsquo;outsider&rsquo;&rdquo;, afirmou o escritor, mencionando que um dos desafios impostos &agrave; candidatura de Clinton &eacute; a conquista dos votos das pessoas que estavam a favor de Bernie Sanders, o seu advers&aacute;rio nas prim&aacute;rias democratas.<br /><span></span>&ldquo;Uma camada de leitores mais jovem, mais progressista, mais instru&iacute;da, mais formada, com mais escolaridade, mais internacional&rdquo;, finalizou.<br /><br />Entrevista - SAPO.pt<br /><br /><br /><br /><span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[ENSINO ESPECIAL vai ter planos individuais e mais tempo em sala]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ensino-especial-vai-ter-planos-individuais-e-mais-tempo-em-sala]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ensino-especial-vai-ter-planos-individuais-e-mais-tempo-em-sala#comments]]></comments><pubDate>Sun, 23 Oct 2016 13:24:47 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/ensino-especial-vai-ter-planos-individuais-e-mais-tempo-em-sala</guid><description><![CDATA[Escola p&uacute;blica conta com cerca de 70 mil alunos com necessidades educativas especiais   				 				  O Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o vai criar novas regras para o ensino especial que passam, por exemplo, por criar planos espec&iacute;ficos para estes alunos quando as abordagens tradicionais falham ou obrigar as escolas a inclu&iacute;-los mais tempo nas salas de aula com os restantes colegas. A chamada "escola inclusiva 2.0" &eacute; uma reforma ao decreto-lei 3/2008, que regu [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote><strong>Escola p&uacute;blica conta com cerca de 70 mil alunos com necessidades educativas especiais</strong></blockquote>  <div><div style="height: 20px; overflow: hidden;"></div> 				<div id='326413581188496260-gallery' class='imageGallery' style='line-height: 0px; padding: 0; margin: 0'><div id='326413581188496260-imageContainer0' style='float:left;width:49.95%;margin:0;'><div id='326413581188496260-insideImageContainer0' style='position:relative;margin:5px;'><div class='galleryImageHolder' style='position:relative; width:100%; padding:0 0 75%;overflow:hidden;'><div class='galleryInnerImageHolder'><a href='http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/ng7609718_orig.jpg' rel='lightbox[gallery326413581188496260]' onclick='if (!window.lightboxLoaded) return false'><img src='http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/ng7609718.jpg' class='galleryImage' _width='400' _height='296' style='position:absolute;border:0;width:101.35%;top:0%;left:-0.68%' /></a></div></div></div></div><div id='326413581188496260-imageContainer1' style='float:left;width:49.95%;margin:0;'><div id='326413581188496260-insideImageContainer1' style='position:relative;margin:5px;'><div class='galleryImageHolder' style='position:relative; width:100%; padding:0 0 75%;overflow:hidden;'><div class='galleryInnerImageHolder'><a href='http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/cg-10_orig.jpg' rel='lightbox[gallery326413581188496260]' onclick='if (!window.lightboxLoaded) return false'><img src='http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/cg-10.jpg' class='galleryImage' _width='400' _height='266' style='position:absolute;border:0;width:112.78%;top:0%;left:-6.39%' /></a></div></div></div></div><span style='display: block; clear: both; height: 0px; overflow: hidden;'></span></div> 				<div style="height: 20px; overflow: hidden;"></div></div>  <div class="paragraph">O Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o vai criar novas regras para o ensino especial que passam, por exemplo, por criar planos espec&iacute;ficos para estes alunos quando as abordagens tradicionais falham ou obrigar as escolas a inclu&iacute;-los mais tempo nas salas de aula com os restantes colegas. A chamada "escola inclusiva 2.0" &eacute; uma reforma ao decreto-lei 3/2008, que regula a educa&ccedil;&atilde;o especial desde h&aacute; quase uma d&eacute;cada, e tem como objetivo garantir uma "escola em que as crian&ccedil;as n&atilde;o est&atilde;o apenas integradas, mas inclu&iacute;das em sala de aula, em ambiente de aprendizagem com os colegas, sem desinvestimentos nos apoios necess&aacute;rios", adiantou ao DN o secret&aacute;rio de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o, Jo&atilde;o Costa.<br /><span></span>Na pr&aacute;tica, explica Lu&iacute;sa Ucha, coordenadora do grupo de trabalho que dever&aacute; em novembro fazer chegar ao governo as propostas de altera&ccedil;&atilde;o legislativa, o objetivo &eacute; criar abordagens "que permitam a cada aluno atingir o seu potencial". Isso passa por "centrar na escola" e na sala de aula o trabalho com os alunos, num trabalho "multidisciplinar, envolvendo fam&iacute;lia, professores e t&eacute;cnicos", que permita, por exemplo, "caso as abordagens convencionais n&atilde;o resultem, elaborar planos espec&iacute;ficos para cada aluno". Passa tamb&eacute;m pela redu&ccedil;&atilde;o do tempo passado por alunos com necessidades educativas especiais nas chamadas "unidades especializadas", que foram criadas para facilitar a integra&ccedil;&atilde;o destes estudantes no ensino regular. Novidades que surgem numa semana em que o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil - CADin debateu problemas de desenvolvimento como o espetro do autismo e a hiperatividade e d&eacute;fice de aten&ccedil;&atilde;o, numa confer&ecirc;ncia que termina hoje em Lisboa, no ISCTE (ver texto ao lado).<br /><span></span>Numa altura em que cerca de 70 mil alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) est&atilde;o integrados nas escolas regulares, sendo j&aacute; residual o n&uacute;mero de estudantes em escolas especiais, o peso dado por muitas escolas a estas unidades tem sido motivo de cr&iacute;ticas. Por exemplo, num relat&oacute;rio sobre Portugal divulgado em abril, o Comit&eacute; da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Defici&ecirc;ncia contestou o tempo excessivo que muitos estudantes passam nestes espa&ccedil;os, separados dos colegas.<br /><span></span>O governo j&aacute; deu um sinal a este respeito, exigindo que os alunos com NEE passem pelo menos 60% do seu tempo letivo integrados na sala de aula para que as escolas possam beneficiar da redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de alunos por turma. E preveem-se mais novidades para estes servi&ccedil;os especializados nas diferentes defici&ecirc;ncias. "Estas unidades foram muito importantes na altura em que trouxemos os alunos todos para as escolas, porque a escola precisa de recursos", diz Lu&iacute;sa Ucha, ressalvando n&atilde;o "estar em causa" a continuidade destas estruturas. "Mas agora h&aacute; uma evolu&ccedil;&atilde;o, que resulta do conhecimento do tipo de trabalho, da an&aacute;lise cr&iacute;tica que as pessoas fazem do que a crian&ccedil;a aprende dentro e fora da unidade", explica. N&atilde;o quer dizer que dentro da escola n&atilde;o se possam dar apoios e respostas mais individualizados", ressalva. "Agora, passar o dia dentro da unidade n&atilde;o &eacute; boa resposta".<br /><span></span>Ao DN, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o garante tamb&eacute;m que "nunca" esteve em cima da mesa a extin&ccedil;&atilde;o destes servi&ccedil;os. Mas admite que est&aacute; em discuss&atilde;o "a necessidade de existirem respostas mais flex&iacute;veis do que a simples coloca&ccedil;&atilde;o de alunos nas unidades de apoio especializadas, melhorando o leque de respostas inclusivas. Estas unidades devem ser consideradas como centros de recursos para promover compet&ecirc;ncias e aprendizagens numa perspetiva de inclus&atilde;o e n&atilde;o uma alternativa a essa inclus&atilde;o". David Rodrigues, presidente da pr&oacute;-inclus&atilde;o - Associa&ccedil;&atilde;o de Professores de Educa&ccedil;&atilde;o Especial, concorda que este tem sido um obst&aacute;culo &agrave; real inclus&atilde;o dos alunos: "H&aacute; unidades que realmente funcionam como sendo unidades de inclus&atilde;o, no sentido de que proporcionam aos alunos oportunidades de inclus&atilde;o e outras que n&atilde;o funcionam. Tornam-se um pouco guetos dentro das escolas", diz.<br /><span></span>As altera&ccedil;&otilde;es ao decreto 3/2008 n&atilde;o se esgotam nestes temas. Lu&iacute;sa Ucha explica que as propostas ainda n&atilde;o est&atilde;o fechadas, mas j&aacute; est&atilde;o definidas "&agrave; partida" algumas prioridades, integradas no objetivo de procurar respostas "individualizadas" eficientes para todos os alunos: "N&atilde;o queremos dar muito enfoque &agrave; defici&ecirc;ncia ou &agrave; Necessidade Educativa Especial mas a outra coisa: &agrave;s medidas de apoio &agrave; aprendizagem que permitam que determinado estudante aprenda. O objetivo da escola &eacute; ensinar". Medidas comuns a todos os alunos, como a anunciada flexibiliza&ccedil;&atilde;o dos curr&iacute;culos, tamb&eacute;m s&atilde;o encaradas como essenciais.<br /><br /><font color="#248d6c"><strong>Pedro Sousa Tavares&nbsp; -&nbsp; DN</strong><br />&laquo;http://www.dn.pt/portugal/interior/ensino-especial-vai-ter-planos-individuais-e-mais-tempo-em-sala-5457820.html&raquo;</font><br /><br /><span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Governo emagrece currículos escolares]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/governo-emagrece-curriculos-escolares]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/governo-emagrece-curriculos-escolares#comments]]></comments><pubDate>Wed, 12 Oct 2016 08:08:30 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/governo-emagrece-curriculos-escolares</guid><description><![CDATA[Ideia &eacute; definir "o que &eacute; essencial que os alunos aprendam", diz o secret&aacute;rio de Estado. Mudan&ccedil;a arranca em 2017         O Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o pretende aplicar, j&aacute; a partir do pr&oacute;ximo ano letivo, "curr&iacute;culos essenciais" das diferentes disciplinas nos 1.&ordm;, 5.&ordm; e 7.&ordm; anos de escolaridade. A ideia, resumida ao DN pelo secret&aacute;rio de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o, Jo&atilde;o Costa, &eacute; focar, nos pr [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote><strong>Ideia &eacute; definir "o que &eacute; essencial que os alunos aprendam", diz o secret&aacute;rio de Estado. Mudan&ccedil;a arranca em 2017</strong><br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/m3_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">O Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o pretende aplicar, j&aacute; a partir do pr&oacute;ximo ano letivo, "curr&iacute;culos essenciais" das diferentes disciplinas nos 1.&ordm;, 5.&ordm; e 7.&ordm; anos de escolaridade. A ideia, resumida ao DN pelo secret&aacute;rio de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o, Jo&atilde;o Costa, &eacute; focar, nos programas, "aquilo que &eacute; essencial que os alunos aprendam para depois permitir uma melhor gest&atilde;o do tempo e do trabalho" nas escolas.<br /><span></span>O governante confirmou ainda ter pedido &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rias &aacute;reas disciplinares, com as quais esteve ontem reunido, que apresentem &agrave; tutela "um desenho" daquele que consideram o curr&iacute;culo essencial de cada uma das suas &aacute;reas. As primeiras propostas dever&atilde;o chegar ao Minist&eacute;rio j&aacute; no in&iacute;cio de 2017.<br /><br /><span></span></div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/m1_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">Esta "nova forma de gest&atilde;o dos curr&iacute;culos" - que recusou comparar &agrave;s metas de aprendizagem definidas pelos governos PSD/CDS, at&eacute; por considerar que essas "s&atilde;o t&atilde;o extensas nalgumas disciplinas que n&atilde;o s&atilde;o ating&iacute;veis" - poder&aacute; ser aplicada "em algumas escolas" ou generalizada logo em 2017. "Em fun&ccedil;&atilde;o da qualidade do debate [p&uacute;blico da proposta], veremos se temos j&aacute; todas no pr&oacute;ximo ano ou s&oacute; algumas", explicou.<br /></div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/m2_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">O ensino secund&aacute;rio tamb&eacute;m dever&aacute; ser abrangido, nomeadamente "no 10.&ordm; ano". Mas esse ser&aacute; um objetivo a concretizar mais adiante. J&aacute; os alunos nos anos de escolaridade interm&eacute;dios -2.&ordm;, 3.&ordm;, 6.&ordm;, 8.&ordm; e 9.&ordm; - ficar&atilde;o para j&aacute; de forma, porque o objetivo &eacute; a "implementa&ccedil;&atilde;o gradual" destas orienta&ccedil;&otilde;es. "O curr&iacute;culo &eacute; gerido por ciclos. Quem j&aacute; est&aacute; num ciclo deve lev&aacute;-lo at&eacute; ao fim".<br /><span></span>O projeto insere-se no chamado Perfil do Aluno no 12.&ordm; ano , que visa definir as compet&ecirc;ncias que os estudantes devem ter adquirido no final da escolaridade obrigat&oacute;ria. Um projeto que est&aacute; a ser coordenado pelo antigo ministro da Educa&ccedil;&atilde;o - e atual administrador da Gulbenkian com este pelouro - Guilherme Oliveira Martins.<br /><span></span>E o secret&aacute;rio de Estado ressalvou que nesta fase nada est&aacute; fechado. "O trabalho que estamos a fazer, coordenado pelo doutor Guilherme Oliveira, e com as associa&ccedil;&otilde;es de professores, queremos que seja gerador de consensos", explicou, acrescentando que ser&atilde;o tamb&eacute;m ouvidos "o Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o, o Conselho de Escolas e outros atores".<br /><span></span>Jo&atilde;o Costa fez esta revela&ccedil;&atilde;o ao DN no &acirc;mbito de uma entrevista sobre medidas de promo&ccedil;&atilde;o do sucesso escolar, na qual considerou ser "consensual" a convic&ccedil;&atilde;o de que os curr&iacute;culos em Portugal s&atilde;o demasiado extensos, deixando pouca margem para fazer "diferencia&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica" no trabalho com os alunos, nomeadamente daqueles que revelam dificuldades, e tamb&eacute;m para promover "compet&ecirc;ncias de n&iacute;vel mais elevado" entre os estudantes, como o "pensamento cr&iacute;tico".<br /><span></span>Estes "curr&iacute;culos essenciais" acabam por ser uma alternativa mais suave &agrave; reforma curricular e extin&ccedil;&atilde;o de algumas metas que vinha sendo exigida por associa&ccedil;&otilde;es de professores, nomeadamente de Portugu&ecirc;s e de Matem&aacute;tica. No entanto, estas consideram que poder&atilde;o ser alcan&ccedil;ados os mesmos objetivos.<br /><span></span>"Antes de mais sentimos satisfa&ccedil;&atilde;o por terem sido ouvidas as associa&ccedil;&otilde;es profissionais de professores, que s&atilde;o de facto aquelas que mais trabalham as quest&otilde;es das aprendizagens", disse ao DN Lurdes Figueiral, da Associa&ccedil;&atilde;o de Professores de Matem&aacute;tica. "Pode ser muito bom para os alunos e pode ajudar os professores e as fam&iacute;lias. &Eacute; centrarmo-nos no essencial. &Eacute; n&atilde;o termos um curr&iacute;culo t&atilde;o extenso e desarticulado como temos neste momento."<br /><span></span>"N&atilde;o &eacute; mudar o programa mas &eacute; dizer o que &eacute; fundamental e gerir o programa o melhor poss&iacute;vel", acrescentou Edviges Ferreira, da Associa&ccedil;&atilde;o de Professores de Portugu&ecirc;s. "O programa mant&eacute;m a base, tem de se manter, mas vai haver alguns ajustes. E h&aacute; coisas em que &eacute; fundamental haver ajustes."<br /><span></span>Manuel Ant&oacute;nio Pereira, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Diretores de Agrupamentos e Escolas P&uacute;blicas (ANDAEP) tamb&eacute;m defendeu ao DN que "faz sentido" definir "m&iacute;nimos obrigat&oacute;rios para cada ciclo e cada ano de escolaridade". At&eacute; para que, dentro da sua autonomia, "as escolas possam escolher os caminhos para se atingirem as metas".<br /><span></span>J&aacute; este ano letivo, o Governo deu &agrave;s escolas a oportunidade de definirem at&eacute; 25% da carga curricular, para al&eacute;m de estar a incentivar a flexibilidade na gest&atilde;o dos curr&iacute;culos. Mas, para o presidente da ANDAEP, essa autonomia "n&atilde;o passa de uma fal&aacute;cia" enquanto estas tiverem de se guiar pelos programas e metas em vigor.<br /><font color="#248d6c"><br /><strong>Pedro Sousa Tavares</strong>&nbsp;&nbsp; -&nbsp;&nbsp; DN<br />&laquo;http://www.dn.pt/portugal/interior/curriculos-do-1o-5o-e-7o-ano-resumidos-ao-essencial-ja-em-2017-5436771.html&raquo;</font><br /><br /><span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Violência no namoro também acontece nas universidades. Governo quer prevenir]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/violencia-no-namoro-tambem-acontece-nas-universidades-governo-quer-prevenir]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/violencia-no-namoro-tambem-acontece-nas-universidades-governo-quer-prevenir#comments]]></comments><pubDate>Sat, 08 Oct 2016 05:18:40 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/violencia-no-namoro-tambem-acontece-nas-universidades-governo-quer-prevenir</guid><description><![CDATA[A secret&aacute;ria de Estado para a Cidadania e a Igualdade Catarina Marcelino explicou que esta ser&aacute; a primeira fase da campanha, que ter&aacute; depois continua&ccedil;&atilde;o em fevereiro, por altura do Dia dos Namorados, e terminar&aacute; no final do ano, com a queima das fitas.         A viol&ecirc;ncia no namoro n&atilde;o escolhe estratos sociais ou econ&oacute;micos e est&aacute; tamb&eacute;m presente entre os estudantes universit&aacute;rios, raz&atilde;o pela qual o Governo [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote><strong>A secret&aacute;ria de Estado para a Cidadania e a Igualdade Catarina Marcelino explicou que esta ser&aacute; a primeira fase da campanha, que ter&aacute; depois continua&ccedil;&atilde;o em fevereiro, por altura do Dia dos Namorados, e terminar&aacute; no final do ano, com a queima das fitas.</strong><br /></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/ng7676555_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">A viol&ecirc;ncia no namoro n&atilde;o escolhe estratos sociais ou econ&oacute;micos e est&aacute; tamb&eacute;m presente entre os estudantes universit&aacute;rios, raz&atilde;o pela qual o Governo vai arrancar com uma campanha de preven&ccedil;&atilde;o, feita com as federa&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, e apresentada esta ter&ccedil;a-feira.<br /><span></span>Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; ag&ecirc;ncia Lusa, a secret&aacute;ria de Estado para a Cidadania e a Igualdade explicou que se trata de uma campanha de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia no namoro especialmente pensada para os alunos do ensino superior e, por isso, constru&iacute;da com a ajuda das v&aacute;rias federa&ccedil;&otilde;es e associa&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas.<br /><span></span>A campanha vai decorrer durante o ano letivo 2016/2017, sendo que o lan&ccedil;amento acontece esta ter&ccedil;a-feira &agrave; noite, em Guimar&atilde;es, onde vai ser apresentado um v&iacute;deo no in&iacute;cio da festa dos caloiros da Federa&ccedil;&atilde;o Acad&eacute;mica do Minho.<br /><span></span>Segundo Catarina Marcelino, esse v&iacute;deo vai ser apresentado em todo o pa&iacute;s, atrav&eacute;s das v&aacute;rias federa&ccedil;&otilde;es ou associa&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, nomeadamente nos intervalos dos concertos das v&aacute;rias festas dos caloiros, mas vai tamb&eacute;m ficar dispon&iacute;vel online.<br /><span></span>Paralelamente, v&atilde;o ser disponibilizados cartazes pelas universidades e polit&eacute;cnicos, al&eacute;m de crach&aacute;s distribu&iacute;dos durante as festas acad&eacute;micas.<br /><span></span>Os cartazes v&atilde;o ter mensagens como: "Qual &eacute; o teu curso? Licenciatura em maus tratos?" ou "Qual &eacute; o teu curso? Academia da Humilha&ccedil;&atilde;o Aplicada?".<br /><span></span>"Sabemos que nas universidades estas quest&otilde;es acontecem, sabemos que muitas vezes s&atilde;o tabu e o que n&oacute;s queremos &eacute; que se fale da viol&ecirc;ncia no namoro porque falando da viol&ecirc;ncia no namoro n&oacute;s estamos a prevenir a viol&ecirc;ncia", defendeu Catarina Marcelino.<br /><span></span>De acordo com a secret&aacute;ria de Estado, esta ser&aacute; a primeira fase da campanha, que ter&aacute; depois continua&ccedil;&atilde;o em fevereiro, por altura do Dia dos Namorados, e terminar&aacute; no final do ano, com a queima das fitas.<br /><span></span>"Durante o ano letivo, as pr&oacute;prias associa&ccedil;&otilde;es e as pr&oacute;prias universidades podem candidatar-se a projetos, de iniciativa das pr&oacute;prias associa&ccedil;&otilde;es e federa&ccedil;&otilde;es", anunciou a secret&aacute;ria de Estado, sendo que a linha de financiamento para estes projetos ser&aacute; lan&ccedil;ada em fevereiro.<br /><span></span>Catarina Marcelino aproveitou para lembrar um estudo feito pela UMAR -- Uni&atilde;o de Mulheres Alternativa e Resposta, que revelou a fraca perce&ccedil;&atilde;o que muitos jovens t&ecirc;m do que s&atilde;o ou n&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia.<br /><span></span>Na altura, entre 2500 jovens, quase um ter&ccedil;o dos rapazes (32,5%) achava leg&iacute;timo exercer viol&ecirc;ncia sexual e 14,5% das raparigas n&atilde;o considerava viol&ecirc;ncia for&ccedil;ar um beijo ou sexo, ao mesmo tempo que quase um quarto dos jovens (22%) considera "normal" a viol&ecirc;ncia no namoro.<br /><span></span>Dados que Catarina Marcelino considerou preocupantes, apontando que ningu&eacute;m chega aos 40 anos de idade como agressor ou como v&iacute;tima.<br /><span></span>"Ningu&eacute;m &eacute; v&iacute;tima ou agressor apenas aos 40 anos, h&aacute; um processo de constru&ccedil;&atilde;o de personalidade enquanto seres sociais. Isso tem de nos fazer questionar e tem de nos fazer intervir mais ao n&iacute;vel da preven&ccedil;&atilde;o e &eacute; isso que estamos a fazer hoje com o arranque desta campanha", apontou.<br /><br /><span></span>Outro dado preocupante, segundo a secret&aacute;ria de Estado, tem a ver com "muitos casos" de viol&ecirc;ncia sexual relatados no &acirc;mbito das festas acad&eacute;micas, quando h&aacute; muito &aacute;lcool dispon&iacute;vel.<br /><span></span>A campanha &eacute; uma iniciativa do Governo, em parceria com as associa&ccedil;&otilde;es e federa&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, a SEIES - Sociedade de Estudos e Interven&ccedil;&atilde;o em Engenharia Social, a UMAR e a Associa&ccedil;&atilde;o Capazes.<br /><span></span>O lan&ccedil;amento realiza-se antes das Serenatas Velhas, que d&atilde;o in&iacute;cio &agrave; Semana de Rece&ccedil;&atilde;o.<br /><font color="#248d6c"><br /><strong>LUSA&nbsp;&nbsp; -&nbsp;&nbsp; DN</strong><br />&laquo;http://www.dn.pt/sociedade/interior/violencia-no-namoro-tambem-acontece-nas-universidades-governo-quer-prevenir-5424277.html&raquo;</font><br /><br /><span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA["Faltam professores com boa disposição e alegria"]]></title><link><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/faltam-professores-com-boa-disposicao-e-alegria]]></link><comments><![CDATA[http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/faltam-professores-com-boa-disposicao-e-alegria#comments]]></comments><pubDate>Thu, 06 Oct 2016 22:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.sintra-se.pt/revista-de-imprensa/faltam-professores-com-boa-disposicao-e-alegria</guid><description><![CDATA[Maioria de docentes s&atilde;o mulheres, com mais de 40 anos e licenciatura. No dia do professor, tra&ccedil;amos o perfil, com a ajuda de um. Que, aos 59 anos, diz ser preciso "sangue novo" nas escolas.         As mulheres, hoje em maioria no ensino portugu&ecirc;s, tiveram um percurso de conquista no s&eacute;culo XX. A partir de 1950 iniciou-se uma participa&ccedil;&atilde;o mais efetiva das mulheres no ensino b&aacute;sico nacional  "Tenho 36 anos de servi&ccedil;o, e 59 de idade, feitos ont [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<blockquote><strong>Maioria de docentes s&atilde;o mulheres, com mais de 40 anos e licenciatura. No dia do professor, tra&ccedil;amos o perfil, com a ajuda de um. Que, aos 59 anos, diz ser preciso "sangue novo" nas escolas.</strong><br /><br /><span></span></blockquote>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="http://www.sintra-se.pt/uploads/1/1/7/5/11754537/ng7678399_orig.jpg" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <blockquote><font size="2" color="#2a2a2a">As mulheres, hoje em maioria no ensino portugu&ecirc;s, tiveram um percurso de conquista no s&eacute;culo XX. A partir de 1950 iniciou-se uma participa&ccedil;&atilde;o mais efetiva das mulheres no ensino b&aacute;sico nacional</font><br /></blockquote>  <div class="paragraph">"Tenho 36 anos de servi&ccedil;o, e 59 de idade, feitos ontem". E um sorriso na voz en&eacute;rgica, mesmo se a maioria do que tem para dizer &eacute; pouco prazenteiro. Teresa Santos Costa &eacute; docente do primeiro ciclo do ensino b&aacute;sico no agrupamento de escolas Eug&eacute;nio de Castro, em Coimbra, est&aacute; h&aacute; quatro anos como "professora de apoio", por achar a fun&ccedil;&atilde;o mais adequada &agrave; sua idade e por se sentir "muito c&eacute;tica, muito desencantada com o momento presente. Acho que a escola se tornou numa coisa pouco interessante."<br /><br /><span></span>Admite que a disposi&ccedil;&atilde;o possa ser fruto da idade e da energia decrescente que o tempo quase sempre implica, nesta profiss&atilde;o como noutras. "Pode suceder em todas mas com os professores quem sai prejudicado s&atilde;o os alunos. &Eacute; aborrecido quando h&aacute; um n&uacute;mero significativo de professores que n&atilde;o est&atilde;o satisfeitos, est&atilde;o aborrecidos... "<br /><span></span>Num grau de ensino no qual, de acordo com O Perfil dos Professor 2014/2015, do minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 86,6% dos docentes s&atilde;o mulheres (o que ainda assim nos coloca abaixo da m&eacute;dia da OCDE) - s&oacute; h&aacute; mais na pr&eacute;-prim&aacute;ria, em que s&atilde;o uns impressionantes 99,1%, contra 72,3% nos segundo ciclo e 71,6% no terceiro ciclo e secund&aacute;rio - Teresa &eacute; parte dos 33,1% mais velhos; s&oacute; 1,4% t&ecirc;m menos de 30 anos, 30,4% t&ecirc;m entre 30 e 39 e 35,2% entre 40 e 49. Um valor um pouco acima da m&eacute;dia da OCDE (31% dos professores prim&aacute;rios t&ecirc;m mais de 50 anos), em contraste com o facto de sermos o segundo pa&iacute;s, depois de It&aacute;lia, com menos docentes neste grau menores de trinta. "Os professores do primeiro ciclo est&atilde;o envelhecidos. Se calhar n&atilde;o era normal a reforma ser aos 52, como era at&eacute; h&aacute; 10 anos. Mas ensinar at&eacute; aos 66? Acho que n&atilde;o faz sentido." O que faria sentido, ent&atilde;o? "At&eacute; aos 60, talvez. As pessoas a partir de uma certa idade perdem uma s&eacute;rie de capacidades para estar perante crian&ccedil;as. At&eacute; em termos f&iacute;sicos. S&atilde;o cinco horas consecutivas com alunos na sala de aula: &oacute; professora isto, &oacute; professora aquilo..." Suspira. "Quando assinei o meu contrato tinha de dar 32 ou 34, j&aacute; nem sei, anos de servi&ccedil;o... Precisamos de injetar sangue novo no sistema, boa disposi&ccedil;&atilde;o, alegria."<br /><span></span>Com um sal&aacute;rio l&iacute;quido de cerca de 2000 euros, Teresa est&aacute; no topo de uma carreira em que n&atilde;o existem, ao contr&aacute;rio do que passa na generalidade dos pa&iacute;ses da OCDE, diferen&ccedil;as de vencimento entre n&iacute;veis de ensino (exce&ccedil;&atilde;o feita aos professores universit&aacute;rios) mas sim em termos de tempo de servi&ccedil;o e na qual os docentes portugueses com mais anos de profiss&atilde;o se encontram entre os mais bem pagos (55 mil euros/ano), enquanto os que a iniciam (27 mil euros/ano) e os dos graus seguintes (aos 10 e 15 anos) se encontram numa posi&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria ou m&eacute;dia. Sendo, aparentemente, os que menos protestam: "Os mais novos, que t&ecirc;m a situa&ccedil;&atilde;o mais periclitante, n&atilde;o falam. Cumprem, e cumprem bem. Mas &eacute; muito diferente do que era o ambiente de quando eu comecei, em que havia mais discuss&atilde;o, mais troca de ideias." &Eacute; justa uma diferen&ccedil;a de sal&aacute;rio t&atilde;o acentuada entre os novos e os mais velhos? A professora do primeiro ciclo hesita. "Provavelmente n&atilde;o deveria haver uma discrep&acirc;ncia t&atilde;o grande entre o princ&iacute;pio e o final da carreira. Mas n&atilde;o acho que um professor ganhe assim t&atilde;o bem. Claro, poder-se-&aacute; considerar que sou uma privilegiada, porque as carreiras est&atilde;o muito dif&iacute;ceis para os mais novos, que passando muitos anos como contratados ter&atilde;o muita dificuldade em chegar ao topo."<br /><span></span>A compara&ccedil;&atilde;o entre os sal&aacute;rios dos professores e dos trabalhadores com o mesmo n&iacute;vel de habilita&ccedil;&otilde;es - neste caso, licenciatura, j&aacute; que mas de 80% dos docentes, da pr&eacute;-prim&aacute;ria ao secund&aacute;rio, tem-na - efetuada pelo mais recente relat&oacute;rio Education at a glance (Um olhar sobre a Educa&ccedil;&atilde;o) da OCDE, publicado no m&ecirc;s passado, n&atilde;o inclui Portugal: o pa&iacute;s n&atilde;o ter&aacute; disponibilizado dados. O que se sabe a partir do relat&oacute;rio &eacute; que, enquanto na generalidade dos pa&iacute;ses retratados os sal&aacute;rios dos professores at&eacute; ao secund&aacute;rio aumentaram entre 2005 e 2014, em Portugal, como no Reino Unido, desceram mais de 10% (e 30% na Gr&eacute;cia).<br /><span></span>Teresa, que nasceu em Mo&ccedil;ambique e veio para Portugal em 1974, aos 16 anos, tirou primeiro o curso do magist&eacute;rio prim&aacute;rio. "Era o que equivale a um bacharelato, era de tr&ecirc;s anos. Depois, mais tarde, fiz licenciatura e mestrado. A ideia era arranjar trabalho o mais depressa poss&iacute;vel e consegui. O meu primeiro posto foi numa escola num concelho rural, G&oacute;is, no interior do distrito de Coimbra. Tive uma m&aacute; experi&ecirc;ncia no primeiro ano, porque os professores mais velhos deixavam para os mais novos as turmas piores e havia nessa altura estudantes de 13 e 14 anos, retidos, na prim&aacute;ria. Tinha oito ou nove desses problem&aacute;ticos, filhos de gente alcoolizada, agressivos, e foi muito dif&iacute;cil, at&eacute; porque estava na mesma aula que os mi&uacute;dos que tinham passado com sucesso para o terceiro ano." Como compara a escola de hoje com a desse tempo? "O que se verifica hoje &eacute; que h&aacute; um n&uacute;mero excessivo de alunos na mesma sala, incluindo crian&ccedil;as com dificuldades de aprendizagem, com autismo, at&eacute; trissomia e sem o apoio necess&aacute;rio. Na minha escola entraram agora tr&ecirc;s crian&ccedil;as autistas. Temos uma unidade de autismo mas &eacute; insuficiente. Precisamos de mais pessoal especializado. Claro que quando comecei a trabalhar estas crian&ccedil;as n&atilde;o estavam nas escolas p&uacute;blicas, havia escolas vocacionadas para crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia. Mas temos tamb&eacute;m em cada vez maior n&uacute;mero crian&ccedil;as com dificuldades de aprendizagem. Porqu&ecirc;? Se calhar h&aacute; uma grande diferen&ccedil;a entre o que a escola ensina e oferece e o que os mi&uacute;dos desejam aprender - acho que h&aacute; um desfasamento cada vez mais profundo."<br /><span></span>Os dados da OCDE referem um aumento do tamanho das turmas da prim&aacute;ria em 14% entre 2005 e 2014, mas Portugal surge como estando, em 2014, abaixo da m&eacute;dia de alunos por turma da OCDE quer no ensino prim&aacute;rio (21) quer no segundo ciclo (23).<br /><span></span>Falamos dos alunos. E os professores, como evolu&iacute;ram? "Acho que h&aacute; muita gente que teria voca&ccedil;&atilde;o para ser professor, e que agora..."<br /><br /><font color="#248d6c"><strong>Fernanda C&acirc;ncio</strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp; -&nbsp;&nbsp; DN<br />&laquo;http://www.dn.pt/portugal/interior/faltam-professores-com-boa-disposicao-e-alegria-5424940.html&raquo;</font><br /><br /><span></span></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>