Sintra-se

  • HOME
  • Projetos FAP
    • WORKSHOPS
    • Galeria Fotos
    • Inscrição Formação
  • MAP
    • Parceiros na Escola >
      • Quem Somos >
        • Órgãos Sociais
        • Regulamento interno
        • Estatutos da FAP-Sintra >
          • Leis das Associações de Pais
        • Nossas associadas
      • Realizações Escola
    • Vez e Voz dos pais
    • AECs >
      • Inscrições
      • Legislação
      • Formação
    • Legislação útil
    • FORUM ASSOCIAÇÔES
  • PERGUNTAS Frequentes
  • FAP Associações
    • Realizações
  • Contactos
  • HOME
  • Projetos FAP
    • WORKSHOPS
    • Galeria Fotos
    • Inscrição Formação
  • MAP
    • Parceiros na Escola >
      • Quem Somos >
        • Órgãos Sociais
        • Regulamento interno
        • Estatutos da FAP-Sintra >
          • Leis das Associações de Pais
        • Nossas associadas
      • Realizações Escola
    • Vez e Voz dos pais
    • AECs >
      • Inscrições
      • Legislação
      • Formação
    • Legislação útil
    • FORUM ASSOCIAÇÔES
  • PERGUNTAS Frequentes
  • FAP Associações
    • Realizações
  • Contactos


​Parceiros na Escol
a

Dois barcos a remar para o mesmo lado

29/11/2015

0 Comments

 
Pais e escolas reconhecem a urgência de dialogar, mas ainda encontram arestas que precisam de limar.
Imagem

Além dos quatro que tem em casa, Nuno Mantas tem a seu cargo cerca de 1500 crianças e adolescentes. O director do agrupamento de escolas da Boa Água, em Sesimbra, sabe bem a importância de ter pais envolvidos na escola – e é por isso que procura criar condições para que estes apareçam.


Seja através da extensão do horário escolar (7h30-19h30), seja com a preparação conjunta de uma Feira do Livro local ou de formações específicas para as famílias, tudo vale quando é o bem-estar das crianças que está em causa. No entanto, apenas 10% ou 15% dos pais marcam presença regular nessas actividades. O desafio é enorme. E a distância entre as famílias e a escola tende a aumentar à medida que os filhos vão crescendo. “Quanto mais velhos ficam os filhos, menor é o apoio que os pais lhes dão”, conta o director do agrupamento Ferreira de Castro, em Sintra, António Castel-Branco. E se é verdade que as crianças vão ganhando autonomia, também é por vezes “nessa altura que precisam de maior acompanhamento”.
Nuno Mantas sente o mesmo: nas escolas que dirige a assiduidade dos pais no pré-escolar ronda os 100%, mas quando chega ao 3.o ciclo se estiverem 40% ou 50% nos encontros “já é uma sorte”. Claro que há excepções, mas normalmente os que estão mais presentes são os pais dos alunos com menos dificuldades.
Os horários de trabalho rígidos ou a falta de noção da importância da família no acompanhamento escolar são alguns dos motivos apontados pelas escolas para a ausência de muitos pais. Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, considera – ainda assim – que as famílias mostram hoje maior disponibilidade para acompanhar o filho na escola, mas ainda o vêem de uma forma individualizada: “Querem saber do filho, não da turma. E muitas vezes podemos ajudá-los melhor se trabalharmos a turma.” E aponta também o dedo às escolas: o tempo para os pais coincide, não raras vezes, com o horário laboral.

Pontos de encontro
Embora reconheça que os horários dos encontros com os professores nem sempre são os melhores, Maria João Cervantes garante que muitos procuram adaptar-se às necessidades das famílias. Mãe de três raparigas (de 7, 11 e 15 anos), conta que as escolas das filhas têm um “ambiente familiar” e um “sistema de reporting” que informa os pais sobre falhas que os filhos cometeram ou aspectos mais positivos: mau comportamento, participação nas aulas, etc. O email, hoje em dia, é também mais uma ferramenta indispensável, mas não anula as reuniões para conhecer professores ou director de turma: “São importantes para conversarmos e estarmos alinhados nas exigências que fazemos às crianças.” 

A escola é hoje mais aberta, reconhece Jorge Ascensão, sem deixar de apontar as arestas a serem limadas: muitas vezes os pais são chamados “só para discutir problemas específicos e por razões negativas. As escolas deviam envolvê-los de forma mais positiva, partilhando o trabalho feito ao longo do ano.” Essa aproximação mais constante não costuma existir, garante. Ainda há professores que acham que a família não tem de se meter nos assuntos escolares e famílias que vão apenas deixar os filhos à escola e recolhê-los. 
É necessário portanto que todos remem para o mesmo lado. “Se na escola temos certas regras mas quando os miúdos chegam a casa as normas são outras, não vamos chegar a lado nenhum”, avisa Nuno Mantas. Trabalhar no mesmo sentido é o caminho para um encontro feliz.

PERGUNTAS
Uma boa comunicação entre escola e família é meio caminho andado para acompanhar bem os filhos nos estudos. Mas para isso é preciso que os pais saibam fazer as perguntas certas. Deixamos aqui algumas sugestões:

• O meu filho falta muito às aulas? 

• Qual a postura dele dentro da sala de aula?
• Mostra interesse pelas disciplinas?
• Quais os seus pontos fortes e dificuldades?
• Como posso ajudá-lo a aprender melhor?
• Devo fazer os trabalhos de casa com ele ou revê-los?
• Como se relaciona o meu filho com os professores e os colegas?
• O meu filho trata os professores com respeito e obediência?
• Como se comporta na hora do recreio e também durante os trabalhos de grupo?
• O que lhe faz quando ele não se comporta bem? 
• O meu filho precisa de mais tempo que outros para terminar os exercícios? Se demora mais tempo,   
    isso é mau ou é normal?

• Qual o método que utiliza nas aulas e quais os critérios de avaliação? 
• Quais as expectativas que tem em relação aos alunos? 
• Qual deve ser a minha participação na escola? 
• Que actividades tem a escola para promover os encontros com a família, os professores e os alunos?
• Qual é o projecto educativo da escola?

EDUCA 2015
i ONLINE

«http://www.ionline.pt/artigo/405026/dois-barcos-a-remar-para-o-mesmo-lado?seccao=Portugal_i»

0 Comments

Presidência Aberta nas escolas de Sintra

26/11/2015

0 Comments

 
O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, realizou nos passados dias 17 e 18 dois dias de uma presidência aberta dedicada exclusivamente à educação. A FAP-Sintra acompanhou as visitas.

1.º dia

 Foram visitadas escolas que se inserem nas temáticas “Inclusão”, “Diversificação das Respostas Educativas” e “Ação Social Escolar”.


Inclusão
A visita iniciou-se na Escola Básica de Monte Abraão nº2, onde foi visitada a Unidade de Educação Especial de Ensino Estruturado com uma sessão de cinoterapia para crianças autistas. Para o edil, trata-se de uma “questão de responsabilidade e que é muito interessante este programa de apoios no âmbito da educação especial, trata-se de uma questão de cidadania”.
A autarquia, através do PAQUE – Programa de Apoio à Qualidade nas Escolas, e mais concretamente através da medida 3 (apoiar respostas ao nível da Educação Especial) apoia financeiramente práticas pedagógicas no âmbito da educação especial.
Nos últimos dois anos foram apoiados projetos de 50 estabelecimentos de ensino com uma verba de 105 mil euros abrangendo cerca de 500 alunos.

Na Escola Portuguesa de Arte Equestre, em Queluz, foi visitado o projeto piloto “Sintra Inclui”, que pretende ser uma resposta dirigida aos jovens com deficiência, no apoio à transição da vida pós escolar para a vida ativa.
O projeto decorre de um protocolo com a “Pais em Rede” com diversas vertentes de intervenção, através da construção de uma rede comunitária de apoio capaz de criar respostas no sentido da promoção da autonomia, realização pessoal e autodeterminação da pessoa com deficiência e contempla 13 jovens com incapacidades intelectuais em situação de fim da escolaridade obrigatória, ou que já terminaram, estando em situação de desocupação.
Basílio Horta considera “que é um projeto muito importante em que o grande objetivo é a inclusão e que pretende alargar este número de jovens”.

Diversificação das Respostas Educativas
Sob o tema “Diversificação das Respostas Educativas” foram visitadas, no primeiro dia, a Escola Secundária Miguel Torga, em Queluz, e a Escola Secundária de Santa Maria, em Sintra, ambas com um trabalho de enorme relevância nesta área.

A medida 2 do PAQUE, visa apoiar financeiramente os estabelecimentos de ensino básico e secundário, nas despesas com equipamento no âmbito de cursos vocacionais e profissionais com vista a valorizar a oferta educativa do concelho.
Nos últimos dois anos foram apoiados 80 cursos profissionalizantes, dirigidos a cerca de 2800 alunos, com um montante global de 120 mil euros.

Imagem
Ação Social Escolar
A primeira parte desta presidência aberta terminou na Escola Básica de Casal da Cavaleira, em Algueirão Mem Martins, com a visita ao refeitório escolar que implica a gestão e acompanhamento diário, nível de confeção, normas de higiene e acompanhamento de alunos. Nos dois últimos anos foram servidas 5 152 797 refeições escolares e a percentagem de crianças abrangidas pela ação social escolar é de 46%, o que se traduz em cerca de 12 200 alunos apoiados nos dois últimos anos.

2.º dia
Basílio Horta continuou a sua visita por mais algumas escolas do concelho. No segundo dia as temáticas variaram entre "Instalações Escolares", "Expressões Artísticas", e "Diversificação das Respostas Educativas".

Instalações escolares
A gestão das instalações escolares constitui um grande desafio para o município de Sintra, existindo neste campo vários níveis de intervenção que vão desde a manutenção à requalificação global dos edifícios e equipamentos.

No âmbito da transferência de competências da Administração Central, foi celebrado um contrato de execução com o Ministério da educação e Ciência, passando o município a assumir a manutenção de catorze edifícios escolares de 2.º e 3.º ciclos do ensino básico. A EB Padre Alberto Neto, em Rio de Mouro, foi um deles, tendo em consideração o seu estado de degradação.

Expressões Artísticas
Um projeto dirigido aos alunos das escolas da rede pública do concelho de Sintra que se fundamenta no princípio do direito humano à educação e à participação cultural, defendendo que a cultura e a arte são componentes essenciais a uma educação global e harmoniosa das crianças e dos jovens.

O projeto reconhece as experiências já existentes nos agrupamentos de escolas (duas orquestras, clubes de música e orquestras juvenis) e quer incentivar e estimular o alargamento desta experiência a todos os agrupamentos, de forma faseada.

Em cada escola será criada uma orquestra através da constituição de um núcleo de cordas, de sopros e percussão. Os alunos irão beneficar de cinco horas semanais distribuídas por: solfejo, orquestra, ensemble, instrumento e formação musical. Numa primeira fase, o projeto envolverá nove agrupamentos de escolas e 340 alunos.

Ao abrigo do Projeto Orquestra Escolar de Sintra foi visitada a EB António Sérgio.
Diversificação das respostas educativas
No âmbito do Projeto Escolhas (5ª geração), o Agrupamento de Escolas Visconde Juromenha promove o espaço Desafios e Oportunidades. Este projeto constitui uma prática de excelência ao nível da promoção da participação e do sucesso escolar de alunos em risco, utilizando a ciência como estratégia de desenvolvimento de competências individuais e coletivas, com vista à sua inclusão social e escolar.

Na EB Algueirão Mestre Domingos Saraiva, em Algueirão, o tema foi o Desporto Escolar (Atletismo).
O Desporto Escolar é constituído por um conjun to de prática de atividades desportivas desenvolvidas como complemento curricular e ocupação de tempos livres num regime de liberdade de participação e de escolha, integradas no plano de atividades da escola e coordenadas no âmbito do sistema educativo.
Com esta visita pretendeu-se conhecer um projeto de Desporto Escolar que foi premiado pelo Município de Sintra no âmbito do Concurso de Projetos Pedagógicos de Excelência, promovido através da medida 4 do PAQUE — Programa de Apoio à Qualidade nas Escolas, que se destina a apoiar o desenvolvimento de projetos pedagógicos inovadores que promovam as boas práticas educativas, novas dinâmicas e sejam exemplos a seguir por outros estabelecimentos de ensino.

Nos últimos dois anos foram premiados oito projetos.
0 Comments

O primado do Ensino Profissional

20/11/2015

 
No dia 17 de Novembro de 2015, início da presidência aberta dedicada à educação, tivemos o privilégio de assistir à divulgação da oferta educativa dos Cursos Profissionais de uma das mais importantes escolas do concelho de Sintra: Escola Secundária de Santa Maria.

A Inovação, a Excelência e a Mais-Valia desta oferta educativa num território educador.

"É a civilização, e não meramente a cultura, que a educação deve aspirar a transmitir"

15/11/2015

 
Imagem
Vale a pena reler quem o defende

“
A nossa humanidade comum é necessária para caracterizar o que é verdadeiramente único e irrepetível da nossa condição, enquanto a nossa diversidade cultural é acidental. Nenhuma cultura é insolúvel para as outras, nenhuma brota de uma essencial tão idiossincrática que não possa ou não deva misturar-se com outras, sofrer o contágio de outras. 
Esse contágio (…) é precisamente o que pode chamar-se civilização. E é a civilização, e não meramente a cultura, que a educação deve aspirar a transmitir (…). Aquilo a que nos referimos ao falar de civilização e também de universalidade é a essa potencialidade, que cada cultura possui, de transmutar-se nas outras todas, de não ser uma verdadeira cultura sem transfusões culturais das outras e sem traduções ou adaptações culturais das outras. 

Não se trata de homogeneizar universalmente (um dos pânicos retóricos mais reiterados, a americanização mundial, etc.), mas sim de romper com a mitologia autista das culturas que exigem ser preservadas, idênticas a si mesmas, como se todas não estivessem a transformar-se continuamente, durante séculos, por influxo civilizador das outras (…). 

A tarefa educativa mais apropriada para o nosso mundo hipercomunicacional consiste precisamente em potenciar essa tendência comum e ameaçada para a variedade, mas não para o tribalismo (…). 
Porventura, o afã histérico de ser inconfundível e impenetrável para os outros seja apenas uma reacção face à evidência, cada vez mais óbvia, de que os homens se parecem demasiado, evidência que antes só era sentida por alguns espíritos mais avisados (…). Perderam-se assim muitos matizes? Espreita-nos a homogeneidade universal? Não o creio (…). Para esse processo inovador é bom que a educação prepare também as gerações que vão vivê-lo (…). 

O que realmente está hoje em perigosa alta é, de novo, o recurso às origens como condicionamento inexorável da forma de pensar, isto é, dividir o mundo em duetos estanques de índole intelectual. Quer dizer, só os nacionais de uma nação podem compreender as outras pessoas dessa mesma nação, que só os negros podem entender os negros, os amarelos os amarelos e os brancos os brancos, que só os cristãos compreendem os cristãos e os muçulmanos os muçulmanos, que só as mulheres entendem as mulheres, os homossexuais os homossexuais e os heterossexuais os heterossexuais. 

Cada tribo deve permanecer fechada em si mesma, idêntica de acordo com a sua identidade, estabelecida pelos patriarcas ou caciques do grupo, ensimesmada na sua pureza de pacotilha. E que, portanto, deve haver uma educação diferente para cada um destes grupos que os respeite, isto é, que confirme os seus preconceitos e não lhes permita abrir-se e ser contagiado pelos outros (…). 

Pois bem, aqui temos outra tarefa para a educação universalizadora, ensinar a atraiçoar, racionalmente, em nome da nossa única verdadeira pertença essencial - a humana -, tudo o que de exclusivo, fechado e maníaco exista nas nossas filiações acidentais, por muito acolhedoras que estas possam ser para os espíritos comodistas que não querem mudar de rotinas ou procurar conflitos. É compreensível o temor face (…) a uma escola mais preocupada em suscitar fervores e adesões inquebrantáveis do que em favorecer o pensamento crítico autónomo. 

A formação em valores cívicos pode converter-se, muito facilmente, em doutrinamento (…); a explicação necessária dos nossos principais valores políticos pode, também facilmente, resvalar para a propaganda, reforçada pelas manias castradoras do politicamente correcto (…). 

Seria suicida que a escola renunciasse a formar cidadãos democratas, inconformistas (mas em conformidade com o que o modelo democrático estabelece) inquietos pelo seu destino pessoal (mas não desconhecendo as exigências harmonizadoras do público). Na desejável complexidade ideológica e étnica da sociedade moderna (…) fica a escola como o único âmbito geral que pode fomentar o apreço racional por aqueles valores que permitem a convivência conjunta aos que são satisfatoriamente diversos. 

E essa oportunidade de inculcar o respeito pelo nosso mínimo denominador comum não deve, de modo algum, ser desperdiçada.”
 
Fernando Savater, 1997

O valor de educar. Lisboa: Editorial Presença.

Imagem
    Imagem
    _Realizações_
    Galeria Fotos

    Arquivos

    Março 2017
    Janeiro 2017
    Novembro 2016
    Outubro 2016
    Maio 2016
    Abril 2016
    Março 2016
    Fevereiro 2016
    Janeiro 2016
    Dezembro 2015
    Novembro 2015

Powered by Create your own unique website with customizable templates.